domingo, 26 de dezembro de 2010

Falta Aparente

Sinto uma saudade estranha, como se já tivesse havido a presença.
Sinto também um medo voraz, como se já tivesse havido a calma.
Verdades em mim, saudades em ti.

Sinto um desejo ardente, como se já tivesse havido o toque,
E um apetite estranho, como se já tivesse havido a fome.
Sinto sobretudo, um amor minúsculo.
E um maiúsculo.

Hoje está estranho para mim,
Basta somente um sinal para que eu me transforme
Em um vil metal.
Submissa.
Vulnerável.
Tua.

sábado, 18 de dezembro de 2010

Meu Amor

Como um feixe de luz você chegou de repente,
E tão de repente mudou uma vida inteira.
Olhar seus olhos e saber que estão junto aos meus
É, talvez, a minha maior aventura.

Beijar tua boca é jogar e perder;
Perder todo o medo que em mim habitava;
Perder o medo de nunca mais ser amada.

Eu não posso mais pensar em não pensar em você,
Por que eu fiz de ti o meu amuleto;
Meu alicerce;
Minha chance;
E Minha vida...

É Como se o amanhã já não me importasse,
Mesmo eu dando tamanha importância;
É como se as minhas dores fossem pó,
E você varresse cada uma do meu caminho.

Hoje abro a boca e menciono felicidade,
Coisa antes irreal em meu caminho;
Hoje até sinto alegria,
Mesmo que seja em pensamento;
E é em você o meu pensamento, pois você me dá alegria;
E me faz feliz, como se eu merecesse isso.

Hoje eu até sonhei com você,
E agora tenho você em minha mente,
Hoje até digo “Eu Te Amo”
Sem medo do que você dirá,
Por que em ti encontrei confiança
De eu conseguir me expressar.

E o que eu sinto por você
É mais forte do que eu posso imaginar,
Que dirá você...
Não fosse amor não haveria planos,
E os planos não me fogem,
Todos com você, para você e por você!

O céu já não brilha tanto
Se eu não tiver você perto de mim
E não te ter por perto me preocupa.
Preciso que esteja aqui nos meus olhos,
Dentro do meu coração,
No meu sorriso
E na minha boca;
Para que eu sinta todo o sabor da sua vida,
E para que eu te dê tudo o que eu puder de mim.

Amo você, hoje e agora bem mais que ontem
E amanhã bem mais que hoje.
Por uma vida inteira que é minha,
E integralmente sua!

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Andando assim..

É muito bom ter o universo ao meu redor
E bom também saber que existe em mim
Um mar brando e arrebatador como eu

Situação clara  e aparentemente insana
Daquelas em que se precisa de mais ainda

Ando meio desligada
Meio enclausurada
Enganada
Amada...

Eu ando.

E enquanto der e puder e se eu quiser
Continuarei andando!

domingo, 28 de novembro de 2010

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Meu pensar


Sentada e estática no meu quarto (quando o universo gira ao meu redor)
Percebi que eu tenho mais do que o combinado;
Olhando para o teto cogitei que ainda há tanto o que fazer;
Sentada olhando para dentro de mim senti a tua presença..

Com força "consegui-me" deitar;
E neste exato momento lembrei de mim mesma,
De quando eu nada tinha e como foi longa a minha estrada,
Como se eu tivesse tanta coisa assim.

Hoje nada me é assim tão estranho, e sim familiar:
A dor, a angústia, o medo e também a minha garganta (fiel).
Hoje consigo sentar na minha cama e parar para me ouvir
Sentir o que eu sinto, consigo colocar-me no meu lugar.
Uma empatia só!

Sentada no meu quarto lembrei-me de você;
Deitada na minha cama precisei demais de você;
Senti o teu calor jamais sentido,
O teu sabor jamais provado,
O teu sentimento tão por mim sonhado,
O teu cheiro jamais sentido,
O teu medo que por mim seria abafado.

Deitada estava, deitada fiquei...

Sentindo você como me é sempre previsível,
Estando na mais absoluta centração
Com você na minha mente,
E inerte no meu coração!

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Constância plena.

Deu vontade de escrever algo que me edificasse a alma,
Mas aí eu me lembrei de que a minha alma anda dispersa
Como edificá-la?

Os dias passam, as horas andam e eu continuo sentindo o amor;
É como se minha vida precisasse sentir isso
Como se o mar prendesse meu horizonte
E me ajudasse a sonhar mais alto do que deveria.

O amor que sinto é perene, inerte e insano;
É o começo da minha maior alteridade
Tem de ser!

Talvez esse amor me seja edificante
E dispersante;
E eu preciso sair de mim um pouco mais
E andar mais no meu interior.

A essa dor que as vezes vem
Eu dou toda a minha esperança
E todo o meu amor
E eu sei que esse jamais me disprezará.

sábado, 23 de outubro de 2010

É assim...

Quando se espera um amor de verdade, é justo ter em mãos o todo empenho e o desempenho de uma vida sem razão. Por que o grande amor jamais será assim tão grande!

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Eu aqui..

Escrevo aqui e a toda hora em qualquer lugar;
Mas aqui escrevo porque estou triste.

E eu estou, viu?
Aqui estou, viu?
Ei, eu estou aqui!

É como um raio ruim de rimas ruins;
Um amor do amor do meu amor;
ou do teu.

Eu não sei,
acho que perdi a noção das coisas;
Só sei que  a minha verdade é pior que a minha mentira;
Ah, e eu estou cansada de tanto ser um rótulo,
Um armário livre da liberdade.

Para mim chegaria, mas eu não tenho forças...
E nem tampouco coragem, apenas vontade.

Mas é que eu estou triste, meio sem sorte nem norte;
Meio mal
e Totalmente mau!

Eu queria era fazer alguém feliz.
Mas como, se nem eu mesma me faço?

Eu não sei, apenas creio estar na base de um meio termo
Onde o que eu faço se vira contra mim
E se não vira, eu faço virar!

Acho que vou enlouquecer. Talvez um dia!

A vida que é minha

Há uma vida, tão inocente ao certo
Que inevitavelmente esta morrendo por mim
Uma vida que poderia estar livre
Mas não o faz.

Há uma vida morrendo por mim  agora
E no agora eu me sinto como um rio
Onde as aguas correm e deságuam sem rumo
Onde o que mais acontece é o nada.

Sobretudo esta vida eu amo, e quero e anseio
Essa vida que ja nao existe sem mim
Mas que precisa.

Sinto que há vida demais morrendo por mim;
Eu nao mereço certas coisas;
E a minha vida que ja não é minha
Também não precisa ser morta.

Cada um tem o que merece
Talvez seja por isso que só tenho um nó
Que insiste em invadir a minha garganta
e Me consumir por inteira;
Como se eu merecesse a dor aparente.

Mas tal fato de nada me importa
Se a vida que morre por mim
é a que eu gostaria de ter.

Não morra!
Não seja mais um ser no mundo
Que fielmente fenece por quem nem merece.

Não vá,
Que eu preciso de você aqui;
Não para a morte,
Mas sim para a vida..
Para a minha vida!

sábado, 16 de outubro de 2010

Eu, talvez isto.

Viver é jogar
Jogo de palavras, de idéias, de sensações, sentimentos e frustrações;
Jogo de saudade, angústia e desilusão;
Minha vida é um jogo
Hora de perda, hora de ganhos,
É como se nada mais me fosse prudente,
Como se eu andasse pelo céu com os pés no chão.

Não gosto muito disso!

Não posso suportar os mares infames
E inertes!
Eu não quero. Não quero porque não posso.

O jogo de primeiros erros e útimos acertos
O jogo de tudo o que eu anseio em mim;
O pior é que eu sei o que se passa.
E o pior é que eu não consigo parar..de fazer Nada.

Paro de fazer tudo, mas não de fazer nada.
O meu momento prefere estar em mim
E prefere andar no altar do meu mar,
Do mar que não navega mais em mim

E é como se o caminho fosse largo demais
E eu fosse tão fina a ponto de não conseguir pela dimensão que isso me causa;
E Caminho sem pensar  se voltarei
Ou mesmo se quero ir.

Um jogo, ainda  mais forte do que eu posso suportar,
Ainda mais brando do que eu quero encarar;
|E ainda mais inerte do que o sol.

Louco jogo de emoções, que se dispersam como que por acaso
E jamais voltam ou continuam.

Talvez eu jogue para vencer, ou talvez não.
Quiçá seja apenas o meu melhor devaneio
ou o meu pior desalento.
Mas jogo, por que é a minha única saída;
Ou isto ou aquilo de letal.

E eu, talvez isto!

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Dias Iguais


Os dias passam, até os ventos são estranhos, passam por mim como se quisessem me levar desta vida para uma que poderia ser pior.
Os dias são mesmo assim, de tal modo que quanto mais vivo, mais minha vitalidade dilui-se.
Os ventos que transportam minha felicidade sempre se esquecem de que estou no chão porque não posso estar no céu, ou em qualquer outro oceano, sem cair sempre, sem fracassar,
Por que as dores que eu sinto são maiores do que as que poderiam existir no coração de seres que perderam tudo de belo, que sentem um vazio em cada olhar terreno, que preferem fenecer e regredir a viver...
Esses ventos que me devoram, sabem bem como me devorar...
Esses sonhos que não agem...
Esse medo que não passa...
Esse amor que não vai embora...
E essa vida que me devora.

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Paixão

Sem fome, mas com um apetite tenaz;
Triste, com uma alegria diferente;
Confortável com o aperto no peito.

Nem sinto nada do mundo que me ronda
Nem sinto nada do céu que me abstrai
Só sinto oco, e uma súbita falta de apetite.

Não sinto sede, frio, dor, nem sombra de calor
Nem sinto medo ou alucinação
É a minha melhor forma de abstração!

Sinto sim todo o Apático sentimento
De um tormento que bem parece comigo
Sinto o que de fato me consome.

Sinto raio, fogo e chamas;
E sombras e calor e rigor
Mas não tenho fome, nem nome.

Tenho tudo que a paixão consola
E tudo o que o Amor permite
Só não tenho o ser amado
E isso faz toda diferença!
Contado todas as  estrelas para te encontrar!!!

E contando todos os olhares para conseguir uma estrela.

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Horas mortas

Quase 3h da madrugada, uma boa hora para quem pensa que as horas são vagas
Neste momento quisera me transformar em tanta coisa...
Em tanta coisa que seria a utima que eu poderia ser
E em tanta gente que eu ja nem sei se poderia sobreviver.

Essas e outras observações eu faço aqui e agora
Porque são mais de 3h da madrugada e nessas horas eu me sinto mais ímpia
Mais insana e bem mais interessante.

Já comi, bebi, dancei, brinquei e ate briguei, e as horas nao passam
Passam apenas para quem quer ver o tempo passar.. e eu nao quero!
Hoje eu nao quero mais estar como antigamente
Contudo eu nem penso mais em parar, posto que eu nao consigo!

EM suma desisto de tentar,
Porém jamais e nem tampouco jamais quero perder as horas que compoem as 3h da madrugada!

Introspecção.

Eu aqui pensando em mim mesma quase conclui um devaneio
Quase percebi meu esperneio
E ainda quase que eu senti o peso grande e inteiro.

Quando eu pensei que eu fosse nadar no mar das lamentações
(como fizera)
Quando eu criei em mim o espelho do não mais ser
De repente as coisas melhoraram e sairam de mim
Mas sairam como se isso fosse resolver alguma coisa

Enquanto crescia, pensava que as coisas eram como são
O pior é que elas quase sempre são
E eu foi que me dei conta de que eu cresci para o lado errado
E não mereci meu auto-respeito, mesmo devendo estar bem.

Eu cresci pensando certas coisas de mim;
Eu tremi o meu olho pensante e o onírico
Eu tremi os medos e os desejos inertes e insanos
Por alguem que ate pouco tempo era quase estranho

Eu até pensei em me bulir os ensejos
Contudo sai de mim mesma e nem me vi.

E Quase desmaiei de tanto adormecer e seguir o devaneio
De tanto impregnar certos sentimentos infames
De tanto criar meu próprio meio agravante
e Por todas as vezes que feri meus brilhantes

Eu sai de mim porque assim deveria ser feito
E sendo feito eu me deveria sair
E sei que poderia ser feliz!

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Recado ao meu viver

Vários motivos me fazem continuar: o poder que eu tenho de tentar, o medo de não arriscar e perder e o desejo de conseguir!
Vários são os fatores que me fazem perder o meu medo, porque eu penso assim: se eu tiver medo, é porque não me julgo sã, só que eu me julgo sã, sabe..
As marcas abstratas e também concretas que me enaltecem, fazem com que mostre o melhor e o pior de mim, não na prática porque sinceramente, nada ando praticando, mas sim na base teórica de todos os meus medos e as minhas dores estão se diluindo em pó.
Vários são estes fatores, e vários são os motivos pelos quais eu tenho lutado, não só para vencer,mas para morrer tentando. Eu estive pensando: já que eu, como todos os outros seres humanos, morrerei, já que meu corpo no fim vai virar migalha de um grão de areia e já que quando isso acontecer as pessoas esquecer-me-ão, entao que pelo menos em vida eu faça um nome digno de ser pronunciado, para que as minhas doces ou tormentosas lembranças sejam precedidas de um singelo sorriso e um afago que só mesmo se eu estivesse aqui, daria para imaginar.
Talvez os meus fatores me sejam rasos demais, ou talvez eu esteja precipitada, todavia os pensamentos fluem e os sentimentos aumentam, e eu continuo aqui, só que agora bem melhor!

Necessária Solidão


Existem motivos que nos fazem parar e pensar:
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É difícil e complicado e extremamente perigoso estar sozinho. As vezes creio estar em uma floresta, sendo testada e contestada a toda hora, pois nada do que eu queira dá certo, nem tampouco o que sonho se realiza. Começo a pensar que a vida seja um fardo para alguns (aqueles que são como sou) e uma bênção para os outros (os que, certamente, são como você). É uma questão objetiva e bastante racional, é preciso apenas calma para que possamos conciliar as atitudes e penetrações vitais e letais, dividindo-as e seguindo todos os lados do dado.
Eu precisaria de ajuda se não fosse tão hipócrita. É, parece-me pouco provável estar bem agora, já que o Agora me mostrou quem é sem mais rodeios nem distúrbios. Apenas eu sei quem sou e onde eu realmente gostaria de estar, mas estou aqui e apenas para não perder a prática, nem tampouco quebrar as regras, estou sozinha. Mas não porque eu queira estar, já havera comentado que não há muitas opções a mim, não a mim!
O que mais me dói é, na verdade esse incômodo na garganta, como se eu houvesse feito algum mal a ela, insiste em doer, em me sufocar e eu não posso transtorná-la. Mas tão somente sei que não vou nada bem, poderia até matar a sede de sangue da humanidade ou dar apenas um tiro no meu pé, só para machucar, mas não ficaria nada bem, pareceria apelo aos demais e repudio um pouco quem sente pena dos outros, acho que isso se interliga com a corrupção e não sou assim, tenho em mim defeitos inestimáveis, mas permaneço com minha verdade, ainda que só para mim mesma.
Quereria ter um brilho em mim diferente, queria poder andar com minhas próprias pernas, sem ter de precisar tanto assim de minha cabeça, ela insiste em tomar todas as decisões e já estou quase enlouquecendo, as vezes acho que realmente minha mãe tem razão em enfatizar o que sou. Pensar nem sempre é o que é preciso, mas é o que nos resta, algo que agente pode fazer sem pedir permissão a ninguém, afinal todos pedem permissão seja lá a quem for. Mas talvez essa minha solidão se confunda com minha forma de ser feliz, sinto-me bem quando escrevo e até gosto de estar sozinha, funciono mais assim e que seja à noite, mas espero com sinceridade que isso não dure por toda minha vida.

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Sabe aquele momento em que você olha e pensa como poderiam ser diferentes as situações que mostram que você é igual?
Como poderia ser melhor o que você tem de pior?
E como poderia ter o Amor que mais queria ter?

E uns cinco minutinhos depois você, se for como eu, vai pensar em como a vida seria um muro em um terreno baldio se tudo fosse tao fácil!

Por que o melhor das coisas está na dificuldade em conquistá-las.
E o que me torna mais ímpia do que você?

Desabrigo interno

A dor que abrigo agora
É diferente da dor de outrora
A encruzilhada segue o caminho
De busca pelo que mais adora.

Dor diferente aqui no peito
Mesmo sendo tão igual em toda hora
Morro dez anos a cada sonho,
Sonho dez vezes em cada morte.

Saindo de mim percebo
O quanto é estranho me ser
O quanto é cabível sair
O quanto é viável não ser

Minhas inspirações se vão
E não sei onde parar
Nem tampouco o que ser

A dor amiga que tenho
É  a mesma que me dilacera
A mesma que o peito aperta
E a mesma que me defalece;

A cada dia e em cada dia
Vivo no nada, estando em tudo
Sonho com a morte,
Mesmo estando morta na vida.

Ao que eu considero "lost"

Não se pode fugir de uma inspiração,
E sinto-me mal como ha tempos...
O suor que expele em meu sangue
Faz com que eu seja mais dolorosa que antes.

Sinto sono, mas não sei dormir,
É como se parte de mim soubesse sofrer
E a outra parte soubesse sorrir.

É como se a garganta entalasse minha vida
E sucumbisse minha chance de sonhar novamente.

Por que esse ardor já  não pode ir-me embora
E minha cabeça dói sem sair por ai afora
E por que sei que cada vez mais permito
Essa dor que me dói mais forte.

Essa dor que eu sei que é minha,
E que sempre será!

domingo, 19 de setembro de 2010

Ao meu Amor

Nesse instante penso em você,
E quanto mais penso, mais nasce em mim o desejo de te ver;
Quanto mais sonho em um dia poder te abraçar,
Mas nasce na minha alma o desejo de te amar.
Neste instante tudo já não tem mais valor, nem os anseios mais existem
Por que somente você é quem importa, somente você faz a diferença;
Somente por você é que eu choro, e que eu sinto saudade,
Uma saudade tão inerente, que já não mais posso viver sem ela;
Contudo eu realmente Amo você, porque acho que assim deve ser,
Creio mesmo ter conseguido amar, o que não me parecia cabível,
Nem tampouco viável, mas amei com toda forma de amor,
Toda a  excitação de um prazer bem aventurado, um desejo carnal e espiritual;
Como  se eu precisasse disso para continuar viva.
Hoje eu sei o quanto sofri antes de você, o quanto chorei por te esperar,
O quanto lutei por seu amor. Estou aqui e você esta aí....
Dois mundos opostos, porém dispostos!
Dois mundos iguais e tão diferentes, com mais e menos emoções.
Dois mundos que são os nossos, e que não podemos abrir Mão;
Todavia eu ainda penso em você, a toda hora;
Inerência maior que o natural, e não sei mais o que fazer!
Neste instante eu ainda penso em você, e só por hoje,
E só por um momento eu quisera me transformar no vento,
Para que em  seu rosto eu pudesse tocar, e te dar um beijo leve como uma brisa,
Suave como uma respiração, intenso como um sentimento.
Quisera me transformar no sol que te aquece, ou na lua que você adora,
Quisera poder ser o seu anjo, o seu único anjo, que te guardasse e te atormentasse,
Quisera ser qualquer coisa que estivesse ao seu lado, ou perto, ou longe, mas ainda perto.
Quisera poder estar em seu pensamento, todo tempo como está nos meus;
Quisera poder voar para ir ate você e te dizer: Oi meu Amor!
Quisera ser quem eu não sou só para estar com você...
Mas eu não posso, não sou e nem vou!
Contudo, ainda tenho em mim todas as esperanças que deveria ter!

Ao meu amor, que não acaba

Chamas de um amor que não acaba
Paixão exagerada que me cega
Amor demais que em meu peito afaga
A dor que há e tudo dilacera.

Louca angústia presente e inerente;
Faz-me notar que não posso ficar sem ti;
Faz-me até deixar mais presente
O medo de Amar que sempre senti.

Mas como salvar meu coração a priori,
Se cada vez que fujo, me uno nesse vão
E tanto mais me permito a solidão?

Como salvar este coração, que sabe onde deve ir
Contudo não o faz, e vive na emoção
De poder viver um futuro em suas mãos?

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Só para tentar aliviar o momento

Escrevo o que o coração grita, como que uma espécie de despedida rápida da dor,
Sinto que ja sei qual o fim de mim...
Pessoas como eu tem um só fim.

Creio que eu trocaria essa vida apática por um sorriso exagerado, sem medo,sem culpa..
Creio ainda que as coisas sairiam como imaginei desde a gestação;
Minha garganta ainda dói, como se quizesse expelir um milhao de pedras,
E Sinto que minhas escriçoes estão mais fortes, ou mais tristes.

Pode ser que eu ja nao aguente mais, é uma pressão inédita e infalivel;
É um poder supremo sobre minha cabeça, e a solidão começa a me incomodar
Como se eu me incomodasse com algo do tipo, por isso tornou-se inédito.

Pode ser que eu ja nao queira mais sobreviver com a mente inerte, e o coração vazio
E a dedicação parada e sem norte, como todo o meu interior;
Como toda minha vida, e minhas possibilidades e minhas chances também.

Pode ser até que tenha mudado, e deixado de querer as coisas que eu quis.
Porque é mais justo estar com alguém do que com ninguém.
Pode ser que eu deixe de escrever e vá ser como manda o padrão social;
Pode ser..

Pode também nao ser a minha melhor saída, posto que há sempre a renúncia.
Renunciar minha vida e meu dinamismo por um ideal mundano e qualquer?
Renunciar o livre pelo opressor?

Renúncias...
Não sei onde minha estrada levar-me-á, nem tampouco como algo ocorrerá,
Todavia eu sei que eu ja cansei!

domingo, 12 de setembro de 2010

SINTO..

Sinto um árduo sentimento agora,


Sinto um forte calor entre os dedos,

Sinto sair de mim o mais profundo suspiro,

Sinto a abstração de estar dentro e fora.



Sinto um pesar estranho, coisa real por fora,

Sinto uma dor imensa, coisa real por dentro,

Sinto a cabeça zonza de tanto imaginar,

Sinto o coração infame por tanto sentimento.



Sinto falta daquilo q jamais tivera outrora nem agora,

Sinto saudade do que foi sem amenos ter sido,

Sinto a ausência de um Amor sublime que me ronda,

Sinto a incerteza de um amanhã que me apavora.



Sinto muito por não poder estar onde deveria,

Sinto mais ainda por estar onde estou,

Sinto mesmo,pois assim sei de tudo que faria,

Sinto por ser dessa forma agreste que sou.



Sinto também por não lutar com todas as forças,

Sinto por sorrir e mentir minha real condição,

Sinto não conseguir encontrar outras bocas,

Sinto viver a vida como um cão.



Sinto se sou melhor assim, se desejo ser assim,

Sinto se preciso correr e se preciso voar,

Sinto não querer mais estar onde estou,

Sinto por querer sutilmente me soltar.



Sinto também me sentir bem melhor que antes,

Sinto estar bem dessa maneira,

Sinto..mas amo de tal forma inerente

Que todos os outros sentimentos ser-me-iam inconstantes.



Ao meu Amor.. 22.10.09

SEM VOCÊ

Não há mais nada;


Não tenho vida;

Não tenho ar;

Nem motivos;

Nem sonhos;

Nem desejos;

Nem razões;

Nem ilusões;

Sem você estou só...

Estou como se fosse um nó;

Estou à toa;

No nada, em vão;

Por que você é a voz que acalma o meu coração;

O ar que eu respiro;

O meu coração que pulsa;

O Amor que tenho na vida;

O sonho que sonhei para mim;

O Amor de meus dias;

O calor que há em meu sangue;

O fogo que me mantém viva;

O suor que escorre em meu corpo;

O meu céu e meu inferno;

Meu desejo mais profundo e mais gostoso;

Você é a minha paz;

É toda a esplêndida, e a única alegria da minha vida!



(a um amor que encontrei por ai- mas que foi embora sem nunca nem ao menos ter vindo)

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Fraqueza

Ha uma diferença entre o inverno e eu: o frio é fulgaz, e minha dor nao!
Neste momento milhares de estrelas estão trabalhando como sempre o fazem
e Milhoes de pessoas estão rindo e afáveis na vida,
mas eu continuo aqui, tão perto de um final feliz, mas tão longe disso.
E  a maior prova do meu descontentamento é essa minha dor aparente;
Fisicamente aparente e que permite meu desfalecimento sincero e aldaz,
Como se as coisas tivessem de ser assim.

Sinto tanto frio, tanto medo e tanta dor...
Sinto tanto sentimento que meu peito comporta meu maior desespero,
É uma espécie de ápice.
Há realmente uma grande diferença entre mim e a vida: ela vive!
E eu apenas existo, bulindo as partes sonhadoras e incessantes do meu ser.
E sinceramente eu acabo por cogitar que é tudo o que eu preciso na vida,
Afinal de contas,mais vale sofrer do que estar sofrendo.

terça-feira, 31 de agosto de 2010

Estranha Felicidade

A alegria que ronda meu peito agora


É aquela que há horas me tirara a paz

Tentei sucumbir sofrimento afora,

Mas essa ânsia eternamente me refaz.



A alegria que sentira, perdeu-se outrora

Causando-me fortes transtornos a mais

Perdendo os meios cabíveis por fora

De um nada que nada se faz.



Alegria doce essa que sinto, que jamais

Alegra-se com meu modo exato de estar

Conquanto aprecia minha tristeza tenaz



Que quando penso conhecer meus canais

Quando penso em mais atenção prestar

Mais essa alegria tênue se desfaz.

Repudio

Detesto quando o mundo gira contra mim;


Detesto estar com um peso na garganta;

Detesto ter esses pensamentos marginais;

Detesto não conseguir estar bem e ficar bem;

Detesto simplesmente chorar quando eu quero rir;

Detesto ficar mal por pequenos delitos;

Detesto sugar de mim mesma esse brilho tênue;

Detesto ter em mim um eterno mal-estar;

Detesto detestar ser quem eu sou;

Detesto estar assim; queria ajuda.

Queria salvação.

Queria algo que me fizesse parar de detestar isso tudo;

Queria alguém que me mostrasse o lado A da vida;

Queria ser feliz!

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Frio apático

Sinto frio, o pensamento flui...
Um frio na garganta como se houvesse fogo,
Um frio racional, abjurando o sol,
Sinto fome, como se meu estômago fulminasse de tanto correr,
Como se o sangue tivesse evadido de mim,
E como se a lua pertencesse ao amanhecer...

Sinto sede também de amar o inesperado,
De sonhar o incompreendido,
E de lutar pelo dito realizado.
Sinto frio, e esse frio provém da fome e da sede que me rondam,
Usurpando meu ser como um bloco de gelo...

Sensações de transe e incompletude;
Como se minha vida se resumisse nisso!

Chamas de um Amor que não acaba

Chamas de um amor que não acaba


Paixão exagerada que me cega

Amor demais que em meu peito afaga

A dor que há e tudo dilacera.



Louca angústia presente e inerente;

Faz-me notar que não posso ficar sem ti;

Faz-me até deixar mais presente

O medo de Amar que sempre senti.



Mas como salvar meu coração a priori,

Se cada vez que fujo, me uno nesse vão

E tanto mais me permito a solidão?



Como salvar este coração, que sabe onde deve ir

Contudo não o faz, e vive na emoção

De poder viver um futuro em suas mãos?

À minha tão fiel Angústia

Essa dor meio confusa ainda ronda meu íngreme personagem,


Personagem de um filme bom, com boas idéias e mais ainda,

Um amor maior que o normal e tão perfeito que até distrai

Essa dor está presente até mesmo durante sua presença.



Essa dor que é minha,

Que é desesperadamente minha e por nada no universo quer-se evadir

Ou mesmo disfarçar que existe, porque essa dor

Nasceu do mar que não nada em mim,

Cresceu no oceano que desconheço e agora

Não há como voltar à superfície!



Desconheço quem sou neste momento, tudo parece novo

E insano; tudo serve como despreparo natural

Como coisa real que insiste em estar aqui, sem ausentar-se por nada

Nem tampouco por ninguém que valha a pena.

Ou esse alguém não valha tanto, exatamente por saber

Que não posso ter nem ao menos por perto.



O que mais me difere do subúrbio apertado e elitizado da sociedade

É que tenho em mim uma dor tão grande, tão espaçosa

Que as vezes nem ao menos dá para respirar,

Essa minha angústia angustiante contorna meu radar,

Transpõe meu ensejo e alimenta meu desprezo

Preciso viver ao menos para viver,

Preciso respirar ao menos para continuar viva

E continuar viva ao menos para poder sonhar.



Se eu sonhar mais do que posso, talvez possa agir;

Agindo, suprirei essa minha tão fiel angústia,

Que se transforma em dor e almejo pelo sofrer,

E Sofrendo jamais poderei sofrer.

Fênix

A vida é uma escola mórbida de ensinamentos insanos e incompletos, a ponto de tornarmo-nos alucinantes precoces e inadequados ao belo.


Sou a fênix.

E ainda sou tão sutil como nem mesmo posso observar.

São tantos os perigos terrenos, flutuantes e inigualáveis, que mais vale um par de asas que um de pernas.

O medo é um albergue, e estou nele sem querer estar em outro lugar, escrevo para vos provar que tenho medo.

Entretanto, medo de que? De viver? De estar aqui ou acolá? Medo de transbordar minha incompatibilidade com o universo, ou medo de mim mesma? Desafio-me a toda hora, tentando-me vencer a todo custo.

Em suma, tudo me faz estranha, escalar, estática e bastante complexa, permitindo que ainda assim, somente o escrever me sirva, é uma questão de compromisso “além-fúnebre”, renascendo e me RE-transformando.

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

É como se o tempo fosse o dono de mim, como se as coisas que acontecem sempre ocorrem quando menos se espera...
Um tiro no escuro quando o meu assunto é introspecção, quando meu próprio saber se dilui em sofrer...
Sentada em frente ao mar, pensei na vida que poderia ganhar, ou naquela que as minhas janelas esperam encontrar, ou mesmo na vida que a minha vida deixou de dar.
Sentada ali, em frente o mar, percebi o que o mar me faz, como que uma estranhesa sutil e diferente, como que um misto de amor e solidão...
Como se nada mais fosse como é,
E como se eu fosse como nada!

O universo permite que eu saiba onde pisar;
E minha mente me disse que eu devo ser assim;
Um ser como os milhoes de seres existentes;
Eu tenho sim uma realidade formal, acima de mim e do mundo;
Acima do horizonte e da perversão..

Ate mesmo as areias me fizeram ser melhor;
Até mesmo elas, que estao ali para serem pisadas,
Como se merecessem essa realidade..

É como sinceramente se meu primeiro passo
Fosse dar mais um passo;
E seguir, porque seguindo jamais poderei parar;

Eis os mistérios consequentes, eu vivo, creio  e caio!

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Vida

Escrever é um ato exato por sua extremidade sem tamanho;
Escrever causa ânsia de saber, buscar, conhecer...
Escrevo pela abstinência que sinto quando nao o faço;
Pratico meu ato mais excitante com a vontade mais explicitante;
Martelo meu viver no convívio com meu sofrer,
A mim nao me cabe mais do que sonhar e aprender a sonhar.

Este é meu maior desafio, sem buscar maiores desvios e sobrevios;
Contudo nada sei sobre a verdade,
E a verdade dói!

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Sobre uma vida que tem de mudar.

Vou Aprender a ser feliz com as coisas que eu tenho para não sofrer por aquilo que nao pode ser meu.

Incontornável Destino

Com tudo o que já houve, permito o meu sofrer


Permito o meu viver e o talvez não mais ser;

Permito, concomitante é necessário, nem sei porque;

Nem sei para que, apenas sei!

Essa dor frágil e inescrupulosamente forte que me ronda

Tirou o ar que obtive e falhei;

Esse rancor pelo que já não pode ser meu, fez com que meus brios

Se diluíssem em pó, e as escadas da minha subida

Caíram em meio ao vão.

Poder inesgotável tem a dor, que quando insiste em aparecer,

Insiste em desesperar o meu melhor viver,

Tudo poderia ser mais fácil, mas não é!

Tudo poderia estar melhor, ou pior e nem mesmo assim está.

Tudo por um amor maior que insiste em resistir e persuadir

Como se eu estivesse preocupada em saber o q há de acontecer,

E como se nada alem dele erguesse o meu prazer!

Loucura insana e inconseqüente, que ou fará meu ser brilhar

Ou sei que sempre matar-me-á!

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Eu já não posso mais pensar em ti.


Eu já não posso mais pensar em ti,


Já não posso mais sentir saudades de ti;

Já não posso mais sofrer por ti;

Nem posso mais chorar...



Eu, que já não posso mais pensar em flores;

Que já não posso mais sonhar com amores;

Que só tenho motivos para dores;

Que sabe o valor dos valores...



Eu, que sou uma simples flor,

Em meio a um grande jardim...



Eu, que nem sei viver, nem sonhar, nem sumir;

Que sou pó, areia, e vileza...



Eu, que tanto tento me distrair;

Eu , que já não posso mais pensar em ti.

Presente

Hoje é um dia em destaque:


Hoje conheci alguém especial;

Hoje é um dia ruim porque me faz lembrar alguém que perdi;

Hoje faz um tempo que já não tenho o meu alguém especial;

Hoje poderia ser um dia especial;

Hoje é o dia que há algum tempo eu fui feliz,

Mas felicidade tem fim... e a minha acabou!!

AS PERGUNTAS DA MINHA VIDA


Por quantas provas terei eu que passar a fim de encontrar meu verdadeiro destino?

Quantos medos terei de enfrentar para suportar meu horizonte?

Quantas vidas viverei para transformar a minha existência?

Quantas pessoas terei de amar para que uma delas salve a Minha vida?

Quantas canções terei de ouvir para saber qual é a que mais se identifica comigo?

Quantas canções terei de ouvir para saber qual me lembra você?

O que eu terei aqui para fazer quando não mais tiver sonhos?

O que farei se não tiver você algum dia?

Tudo o que faço hoje é apenas vão, ou tudo tem um motivo certo?

O que eu faço agora com minha vida? O que me permitiria ser feito?

Quantos sapatos terei de calçar para que no fim, um deles se encaixe?

Quantos sorvetes terei de tomar para saber qual o mais saboroso?

Quantos brinquedos terei de comprar para fazer uma criança realmente feliz?

Quantos anos terei quando tudo se transformar?

Como? Quando?

Não sei, essas são as perguntas de minha vida, de meu mais sublime pensamento.

Eu sei o que sou. Não posso nem quero ser outro alguém, eu sei o que me aconteceria se não fosse eu mesma. Minha vida é minha música!

E é tudo o que me resta para continuar o ritmo da canção...

Distúrbios de uma vida terrena



Calafrios, sussurros, desmentiras redescobertas,

Tudo faz parte de um universo que me sorve

Desvencilhando-me de tudo que acho certo

Sinto como se estivesse expelindo uma rocha

Entre a cabeça e o resto do corpo, por que

Esta dor que me atormenta, enche-me de pranto

Desfolhando em mim um novo ser, tão dotado

De desesperanças, que me impressiono com meu poder

Notavelmente cético.

Sensação diferente, como se minha vitalidade estivesse ameaçada,

Como se meu coração fosse chegar aos pulos por algo que

Agora pouco era tão estranho...

Mentira diferente aqui no peito, porque toda a minha vida

É uma hipocrisia. Sou hipócrita e vivo em uma nação hipócrita,

Talvez isso me faça tão normal.

Mais uma vez encontro-me doente, como se a dor que sinto

Fosse-me deixar presa neste mar de perdas e desilusões

Que me encontro, onde as pedras devoram-me como que

Por metragem, como se os desesperos terrenos fossem-me

Presentear em cada amanhecer, sem chances alguma de

Um erguimento. A dor que sinto hoje se resume em

Meu ceticismo, sonhos não existem, amores nem tampouco.

O que há é mentira, é ilusão, força sobrenatural que a natureza tem

De fazer com que as pessoas sintam que podem ser algo,

Que podem fazer alguma coisa por si mesmas, contudo

Não podem, não mais, não agora, porque tudo está perdido

Não há mais nada, e minha dor é maior que tudo isso,

É como se estivesse sendo morta aos poucos, de forma brutal

Como se alguém estivesse tirando de mim cada parte de meu corpo

De forma a doer tragicamente, porque isto foi apenas o que restou de mim,

Perdi meus sonhos e o que mais temo é por minha saúde mental.

Amores vêm e vão, acontece assim com as outras pessoas, mas também

Há aquelas que são bloqueadas para o amor, pessoas que vivem como

Hipócritas. Fiz mil e duas coisas na vida, a fim de encontrar meu real horizonte

O que encontrei foi apenas pó, vestígios de um caminho que deveria existir

Mas que o tempo e as arestas da vida trataram de exterminar.

Para esses fatos restou apenas a mim, um ser disperso, insolúvel e bastante

Mesclado em refúgios.

Refúgios que ultrapassam as 2 da madrugada, já são mais que isso agora, e

A única coisa que penso é em como dormirei, se meus pensamentos

Limitam-se a sofrer? O que farei para exorcizar de mim este eterno mal estar?

Meu sorriso é tão sincero, demonstra minha tristeza, que é tão imensa que

Faz-me pensar que de agora em diante, apenas chorarei e limitar-me-ei a isso.

Meu refúgio de nada me serve, ou serve e não percebo, porque tenho

Esse defeito qualitativo, não pareço querer perceber o que me ronda.

Esta sou eu, refugiando-se sempre da vida, dispersando-se no resto do universo.

domingo, 22 de agosto de 2010

Destino

Com tudo o que já houve, permito o meu sofrer


Permito o meu viver e o talvez não mais ser;

Permito, concomitante é necessário, nem sei porque;

Nem sei para que, apenas sei!

Essa dor frágil e inescrupulosamente forte que me ronda

Tirou o ar que obtive e falhei;

Esse rancor pelo que já não pode ser meu, fez com que meus brios

Se diluíssem em pó, e as escadas da minha subida

Caíram em meio ao vão.

Poder inesgotável tem a dor, que quando insiste em aparecer,

Insiste em desesperar o meu melhor viver,

Tudo poderia ser mais fácil, mas não é!

Tudo poderia estar melhor, ou pior e nem mesmo assim está.

Tudo por um amor maior que insiste em resistir e persuadir

Como se eu estivesse preocupada em saber o q há de acontecer,

E como se nada alem dele erguesse o meu prazer!

Loucura insana e inconseqüente, que ou fará meu ser brilhar

Ou sei que sempre matar-me-á!

Ao Mar


Cada vez que me lembro da minha fiel sensação de encanto,


Relembro das vezes que quis me encantar.

Boca, olhos, mãos, seios....todos muito excitados para o mar.

Olhos cheios de ardor, esquecendo de todo pranto.

O mar tem esse poder, faz-nos amar a metade de nosso ser;

E a outra metade se transforma no todo que devemos ver.

Adoro o mar, e o desejo de vê-lo faz-me enlouquecer...

Abstenho-me em rios e lagos, porém é do mar q sinto mais saudade.

Sei quem sou, quem fui e o que o mar fez!

Sei o que sou e o que o mar fará!

Angustia perene...

Sensação de abandono...

Confesso que parei em meio ao vão...

Aonde irei não sei; virei ao avesso...

Sei apenas do que já sei!

O brilho que seus olhos tem

O brilho intrigante que seus olhos têm


Enchem meu coração de desespero

Creio estar mal, estando ainda bem

Vivendo em prol de um mundo inteiro



Esse brilho sai de tudo que vos convém

Transpassando o barril dos marinheiros

Causando a todos o maior dos devaneios

Em um universo entorpecido pelos que vem.



E esse seu brilho que não acaba. Causa dor

Transforma o Amor em cristal quebrado

Misturando-se com o mais tênue rumor



Talvez brilhar seja seu intimo dom ditador

Ao passo que os sonhos, quando juntados

Tornam-se meramente estranhos enclausurados.

Meus ventos

Os ventos que me cercam neste momento andam contra a correnteza,


Preciso parar e aliviar meu coração repleto de descontentamento e dor,

Nada me agrada e a vida muito me sufoca, enfatizando minha tristeza,

A vida anda difícil para mim agora, ate mesmo quem tenho por amor.



Os ventos não estão sabendo que rumo seguir com maior pureza,

Apenas me cercam como algo que estivesse aqui por clamor,

Clamor por algo que não posso impedir ou mudar minha natureza,

Apenas amenizar o sofrimento que insiste em percorrer meu setor.



Loucos ventos os de agora, ferem-me até quando já não podem

Seguem-me como se ainda fosse-me novidade, mas não mais serão

Até porque até que me afeiçoei com essa minha fiel dor.



Mais louco que o vento são meus sentimentos, que sempre eclodem

Nos mais inúteis instantes, ainda que sejam efêmeros como o verão

Ainda assim percebo que não deveria ser quem é o meu amor.

Imagem que fala mais do que mil palavras

Simplicidade... Sofisticação... Sentimento... Palavras singelas, daquelas que agente sente prazer em falar...


Difícil falar sobre os anjos, sempre tão lindos, tão envolventes... Atraentes... Sempre perfeitos!

Anjos são criaturas boas, em tudo que fazem, que dizem, afinal não seriam anjos se não fossem bons!

Anjos da noite são à parte, a atração que nos causam é maior que o natural, mesmo não tendo culpa disso;

Os anjos da noite seduzem, são mais insanos, mais penetrantes, incrivelmente atraentes...

A vida mostra o que mais vale ou menos vale, e os anjos sempre ficam, invadem e fim!

Adoro Anjos, e os da noite, então!

Fazem-me voar ao mais íntimo de mim...

Meu anjo é da noite, e com ele eu naturalmente enlouqueço, me embebedo e me refresco nesta vida agreste..

Meu anjo tem um poder exorbitante de me atingir, sem falar no poder que exerce sobre mim...

Meu anjo é assim, simples, carinhoso, veloz, especial, com um dom maravilhoso que só ele tem: me excitar!

Melhor que viver com anjos é tê-los conosco, saber que somos observados por eles, que sempre estão por perto..

Ninguém poderá tirar de mim o meu anjo, ninguém poderá afastá-lo, sempre terei quem mais amo na vida!

Afinal, os anjos só valem à pena quando despertam em nós o Amor, e isso tenho de sobra...

Que meu anjo esteja bem;

Que meu anjo saiba que tenho por ele o maior Amor do mundo;

Que meu anjo me Ame com tudo que pode;

Que meu anjo seja sempre meu anjo;

Que eu possa ser um pedaço bom de você..

Que eu possa te suprir sempre que desejar (ou não desejar, que eu supra assim mesmo);

Que eu tenha o seu Amor, o seu prazer, o seu sorriso e o seu coração;

Pois  meu Anjo (da noite...), quero que saibas que tenho por vós um Amor muito grande, intenso e superior a tudo que me ronda;

Que nada vai  vos tirar de mim, pois já estou completamente LOUCA, ALUCINADA E APAIXONADA por você!

Sobre o peso de ser um Ser

"..É complicado estar só, quem está só que o diga.." (Renato Russo)

Talvez as maiores pessoas estão sozinhas, nao porque querem,mas porque devem.
Talvez as pessoas pequenas estejam sozinhas porque nao sabem ter alguém;
Talvez eu esteja só, porque seja a minha necessidade interna e inerte;

As piores circunstancias me fazem sonhar, os medos me fazem sorrir;
Mas rio com medo de dar ao meu amor o que me faz dormir;
Sai de mim como quem sai na rua, caindo no primeiro buraco que encontra;
Permiti a minha dor, como agente faz quando se permite dores.

Só agora eu sei que dei bem mais do que imaginei;
Que perdoei a quem tanto me fez mal e tao pouco encontrei;
Percebi que a vida jogou, e que ganhou inigualavelmente em cima de mim
como se eu nem aumenos tivesse tentado.

E somente agora e sei o que serei
Que nao serei mais nada!

sábado, 21 de agosto de 2010

Perdas

Eu não pude fazer nada por mim neste momento;

Traí o mais doce carinho que obtive,

Traí a quem tanto me quis bem.

Não tive chances de sair do mar quando as ondas estavam baixas,

Não consegui apagar a luz antes de o sol nascer;

Nem consegui vestir minha roupa quando fiquei mais gorda,

Consegui o fim de todo meu brilho, a treva de minha Luz;

A dor de qualquer parte que tenha surgido em meu peito

E a morte acima de qualquer vida.

Eu sei o que fiz, mas não consigo mais conviver com essa dor

Dói demais enganar a mim mesma, porém é a minha foz.

Consegui quase tudo o que quis, só não o que realmente queria,

Por que o que eu queria o dinheiro não pode dar,

E isso é um problema quando não se tem o que fazer.



Desculpe minha intolerância, e minha inconstância,

Mas é que eu não tenho mais forças para continuar,

Minha fraqueza é maior que meu olhar, e isso é um problema.

Desculpe-me o mesmo gesto, a mesma ação e a mesma reação.

Eu não posso mais, é uma parte indestrutível de meu eu

E esse EU me torna mais inconstante do que o costume;



Quiçá eu tenha dado mais do que esperara,

Quiçá eu tenha recebido mais do que devera,

Quiçá nada me tenha restado, a não ser uma vida regrada

Pelo que mais quis e não tive.

Quiçá os sonhos sejam vãos, ou mesmo eu tenha caído em mim

E tenha descoberto o que eu fiz e não me perdoei por isso,

E por não ter-me perdoado, não pude dar o meu amor a outrem.



A vida tem desses princípios, de onde saem os desafios de um amanhã

Dotado de invasões, e em uma destas aconteceu o garantido sofrimento,

E o imaginável fim.

Por que essa história acabou sem ao menos ter-se consumado,

Acabou; talvez porque não tivemos forças para levá-la à diante

Ou por não termos coragem de um encontro real,

Acabou por que eu fui fraca em ter começado, posto que me fosse mais fácil

Se nada tivesse ocorrido e mesmo não tendo ocorrido, só eu sei o que tive.



Desculpe a quem chorou, pois as minhas lágrimas nada importam,

E as de quem chorou valem mais que mil palavras;

Preciso estar sozinha, afinal é o meu destino mortal;

Assim sei que o mal será cometido apenas em mim,

Mas afirmo com as doces ilusões que carrego

Que quem me ama peço perdão, e quem eu amo

Que por Deus também me perdoe, pois as forças que haviam

Foram-se embora quando pensei que tivesse alguma!