A alegria que ronda meu peito agora
É aquela que há horas me tirara a paz
Tentei sucumbir sofrimento afora,
Mas essa ânsia eternamente me refaz.
A alegria que sentira, perdeu-se outrora
Causando-me fortes transtornos a mais
Perdendo os meios cabíveis por fora
De um nada que nada se faz.
Alegria doce essa que sinto, que jamais
Alegra-se com meu modo exato de estar
Conquanto aprecia minha tristeza tenaz
Que quando penso conhecer meus canais
Quando penso em mais atenção prestar
Mais essa alegria tênue se desfaz.
terça-feira, 31 de agosto de 2010
Repudio
Detesto quando o mundo gira contra mim;
Detesto estar com um peso na garganta;
Detesto ter esses pensamentos marginais;
Detesto não conseguir estar bem e ficar bem;
Detesto simplesmente chorar quando eu quero rir;
Detesto ficar mal por pequenos delitos;
Detesto sugar de mim mesma esse brilho tênue;
Detesto ter em mim um eterno mal-estar;
Detesto detestar ser quem eu sou;
Detesto estar assim; queria ajuda.
Queria salvação.
Queria algo que me fizesse parar de detestar isso tudo;
Queria alguém que me mostrasse o lado A da vida;
Queria ser feliz!
Detesto estar com um peso na garganta;
Detesto ter esses pensamentos marginais;
Detesto não conseguir estar bem e ficar bem;
Detesto simplesmente chorar quando eu quero rir;
Detesto ficar mal por pequenos delitos;
Detesto sugar de mim mesma esse brilho tênue;
Detesto ter em mim um eterno mal-estar;
Detesto detestar ser quem eu sou;
Detesto estar assim; queria ajuda.
Queria salvação.
Queria algo que me fizesse parar de detestar isso tudo;
Queria alguém que me mostrasse o lado A da vida;
Queria ser feliz!
segunda-feira, 30 de agosto de 2010
Frio apático
Sinto frio, o pensamento flui...
Um frio na garganta como se houvesse fogo,
Um frio racional, abjurando o sol,
Sinto fome, como se meu estômago fulminasse de tanto correr,
Como se o sangue tivesse evadido de mim,
E como se a lua pertencesse ao amanhecer...
Sinto sede também de amar o inesperado,
De sonhar o incompreendido,
E de lutar pelo dito realizado.
Sinto frio, e esse frio provém da fome e da sede que me rondam,
Usurpando meu ser como um bloco de gelo...
Sensações de transe e incompletude;
Como se minha vida se resumisse nisso!
Um frio na garganta como se houvesse fogo,
Um frio racional, abjurando o sol,
Sinto fome, como se meu estômago fulminasse de tanto correr,
Como se o sangue tivesse evadido de mim,
E como se a lua pertencesse ao amanhecer...
Sinto sede também de amar o inesperado,
De sonhar o incompreendido,
E de lutar pelo dito realizado.
Sinto frio, e esse frio provém da fome e da sede que me rondam,
Usurpando meu ser como um bloco de gelo...
Sensações de transe e incompletude;
Como se minha vida se resumisse nisso!
Chamas de um Amor que não acaba
Chamas de um amor que não acaba
Paixão exagerada que me cega
Amor demais que em meu peito afaga
A dor que há e tudo dilacera.
Louca angústia presente e inerente;
Faz-me notar que não posso ficar sem ti;
Faz-me até deixar mais presente
O medo de Amar que sempre senti.
Mas como salvar meu coração a priori,
Se cada vez que fujo, me uno nesse vão
E tanto mais me permito a solidão?
Como salvar este coração, que sabe onde deve ir
Contudo não o faz, e vive na emoção
De poder viver um futuro em suas mãos?
Paixão exagerada que me cega
Amor demais que em meu peito afaga
A dor que há e tudo dilacera.
Louca angústia presente e inerente;
Faz-me notar que não posso ficar sem ti;
Faz-me até deixar mais presente
O medo de Amar que sempre senti.
Mas como salvar meu coração a priori,
Se cada vez que fujo, me uno nesse vão
E tanto mais me permito a solidão?
Como salvar este coração, que sabe onde deve ir
Contudo não o faz, e vive na emoção
De poder viver um futuro em suas mãos?
À minha tão fiel Angústia
Essa dor meio confusa ainda ronda meu íngreme personagem,
Personagem de um filme bom, com boas idéias e mais ainda,
Um amor maior que o normal e tão perfeito que até distrai
Essa dor está presente até mesmo durante sua presença.
Essa dor que é minha,
Que é desesperadamente minha e por nada no universo quer-se evadir
Ou mesmo disfarçar que existe, porque essa dor
Nasceu do mar que não nada em mim,
Cresceu no oceano que desconheço e agora
Não há como voltar à superfície!
Desconheço quem sou neste momento, tudo parece novo
E insano; tudo serve como despreparo natural
Como coisa real que insiste em estar aqui, sem ausentar-se por nada
Nem tampouco por ninguém que valha a pena.
Ou esse alguém não valha tanto, exatamente por saber
Que não posso ter nem ao menos por perto.
O que mais me difere do subúrbio apertado e elitizado da sociedade
É que tenho em mim uma dor tão grande, tão espaçosa
Que as vezes nem ao menos dá para respirar,
Essa minha angústia angustiante contorna meu radar,
Transpõe meu ensejo e alimenta meu desprezo
Preciso viver ao menos para viver,
Preciso respirar ao menos para continuar viva
E continuar viva ao menos para poder sonhar.
Se eu sonhar mais do que posso, talvez possa agir;
Agindo, suprirei essa minha tão fiel angústia,
Que se transforma em dor e almejo pelo sofrer,
E Sofrendo jamais poderei sofrer.
Personagem de um filme bom, com boas idéias e mais ainda,
Um amor maior que o normal e tão perfeito que até distrai
Essa dor está presente até mesmo durante sua presença.
Essa dor que é minha,
Que é desesperadamente minha e por nada no universo quer-se evadir
Ou mesmo disfarçar que existe, porque essa dor
Nasceu do mar que não nada em mim,
Cresceu no oceano que desconheço e agora
Não há como voltar à superfície!
Desconheço quem sou neste momento, tudo parece novo
E insano; tudo serve como despreparo natural
Como coisa real que insiste em estar aqui, sem ausentar-se por nada
Nem tampouco por ninguém que valha a pena.
Ou esse alguém não valha tanto, exatamente por saber
Que não posso ter nem ao menos por perto.
O que mais me difere do subúrbio apertado e elitizado da sociedade
É que tenho em mim uma dor tão grande, tão espaçosa
Que as vezes nem ao menos dá para respirar,
Essa minha angústia angustiante contorna meu radar,
Transpõe meu ensejo e alimenta meu desprezo
Preciso viver ao menos para viver,
Preciso respirar ao menos para continuar viva
E continuar viva ao menos para poder sonhar.
Se eu sonhar mais do que posso, talvez possa agir;
Agindo, suprirei essa minha tão fiel angústia,
Que se transforma em dor e almejo pelo sofrer,
E Sofrendo jamais poderei sofrer.
Fênix
A vida é uma escola mórbida de ensinamentos insanos e incompletos, a ponto de tornarmo-nos alucinantes precoces e inadequados ao belo.
Sou a fênix.
E ainda sou tão sutil como nem mesmo posso observar.
São tantos os perigos terrenos, flutuantes e inigualáveis, que mais vale um par de asas que um de pernas.
O medo é um albergue, e estou nele sem querer estar em outro lugar, escrevo para vos provar que tenho medo.
Entretanto, medo de que? De viver? De estar aqui ou acolá? Medo de transbordar minha incompatibilidade com o universo, ou medo de mim mesma? Desafio-me a toda hora, tentando-me vencer a todo custo.
Em suma, tudo me faz estranha, escalar, estática e bastante complexa, permitindo que ainda assim, somente o escrever me sirva, é uma questão de compromisso “além-fúnebre”, renascendo e me RE-transformando.
Sou a fênix.
E ainda sou tão sutil como nem mesmo posso observar.
São tantos os perigos terrenos, flutuantes e inigualáveis, que mais vale um par de asas que um de pernas.
O medo é um albergue, e estou nele sem querer estar em outro lugar, escrevo para vos provar que tenho medo.
Entretanto, medo de que? De viver? De estar aqui ou acolá? Medo de transbordar minha incompatibilidade com o universo, ou medo de mim mesma? Desafio-me a toda hora, tentando-me vencer a todo custo.
Em suma, tudo me faz estranha, escalar, estática e bastante complexa, permitindo que ainda assim, somente o escrever me sirva, é uma questão de compromisso “além-fúnebre”, renascendo e me RE-transformando.
sexta-feira, 27 de agosto de 2010
É como se o tempo fosse o dono de mim, como se as coisas que acontecem sempre ocorrem quando menos se espera...
Um tiro no escuro quando o meu assunto é introspecção, quando meu próprio saber se dilui em sofrer...
Sentada em frente ao mar, pensei na vida que poderia ganhar, ou naquela que as minhas janelas esperam encontrar, ou mesmo na vida que a minha vida deixou de dar.
Sentada ali, em frente o mar, percebi o que o mar me faz, como que uma estranhesa sutil e diferente, como que um misto de amor e solidão...
Como se nada mais fosse como é,
E como se eu fosse como nada!
O universo permite que eu saiba onde pisar;
E minha mente me disse que eu devo ser assim;
Um ser como os milhoes de seres existentes;
Eu tenho sim uma realidade formal, acima de mim e do mundo;
Acima do horizonte e da perversão..
Ate mesmo as areias me fizeram ser melhor;
Até mesmo elas, que estao ali para serem pisadas,
Como se merecessem essa realidade..
É como sinceramente se meu primeiro passo
Fosse dar mais um passo;
E seguir, porque seguindo jamais poderei parar;
Eis os mistérios consequentes, eu vivo, creio e caio!
Um tiro no escuro quando o meu assunto é introspecção, quando meu próprio saber se dilui em sofrer...
Sentada em frente ao mar, pensei na vida que poderia ganhar, ou naquela que as minhas janelas esperam encontrar, ou mesmo na vida que a minha vida deixou de dar.
Sentada ali, em frente o mar, percebi o que o mar me faz, como que uma estranhesa sutil e diferente, como que um misto de amor e solidão...
Como se nada mais fosse como é,
E como se eu fosse como nada!
O universo permite que eu saiba onde pisar;
E minha mente me disse que eu devo ser assim;
Um ser como os milhoes de seres existentes;
Eu tenho sim uma realidade formal, acima de mim e do mundo;
Acima do horizonte e da perversão..
Ate mesmo as areias me fizeram ser melhor;
Até mesmo elas, que estao ali para serem pisadas,
Como se merecessem essa realidade..
É como sinceramente se meu primeiro passo
Fosse dar mais um passo;
E seguir, porque seguindo jamais poderei parar;
Eis os mistérios consequentes, eu vivo, creio e caio!
quinta-feira, 26 de agosto de 2010
Vida
Escrever é um ato exato por sua extremidade sem tamanho;
Escrever causa ânsia de saber, buscar, conhecer...
Escrevo pela abstinência que sinto quando nao o faço;
Pratico meu ato mais excitante com a vontade mais explicitante;
Martelo meu viver no convívio com meu sofrer,
A mim nao me cabe mais do que sonhar e aprender a sonhar.
Este é meu maior desafio, sem buscar maiores desvios e sobrevios;
Contudo nada sei sobre a verdade,
E a verdade dói!
Escrever causa ânsia de saber, buscar, conhecer...
Escrevo pela abstinência que sinto quando nao o faço;
Pratico meu ato mais excitante com a vontade mais explicitante;
Martelo meu viver no convívio com meu sofrer,
A mim nao me cabe mais do que sonhar e aprender a sonhar.
Este é meu maior desafio, sem buscar maiores desvios e sobrevios;
Contudo nada sei sobre a verdade,
E a verdade dói!
quarta-feira, 25 de agosto de 2010
Sobre uma vida que tem de mudar.
Vou Aprender a ser feliz com as coisas que eu tenho para não sofrer por aquilo que nao pode ser meu.
Incontornável Destino
Com tudo o que já houve, permito o meu sofrer
Permito o meu viver e o talvez não mais ser;
Permito, concomitante é necessário, nem sei porque;
Nem sei para que, apenas sei!
Essa dor frágil e inescrupulosamente forte que me ronda
Tirou o ar que obtive e falhei;
Esse rancor pelo que já não pode ser meu, fez com que meus brios
Se diluíssem em pó, e as escadas da minha subida
Caíram em meio ao vão.
Poder inesgotável tem a dor, que quando insiste em aparecer,
Insiste em desesperar o meu melhor viver,
Tudo poderia ser mais fácil, mas não é!
Tudo poderia estar melhor, ou pior e nem mesmo assim está.
Tudo por um amor maior que insiste em resistir e persuadir
Como se eu estivesse preocupada em saber o q há de acontecer,
E como se nada alem dele erguesse o meu prazer!
Loucura insana e inconseqüente, que ou fará meu ser brilhar
Ou sei que sempre matar-me-á!
Permito o meu viver e o talvez não mais ser;
Permito, concomitante é necessário, nem sei porque;
Nem sei para que, apenas sei!
Essa dor frágil e inescrupulosamente forte que me ronda
Tirou o ar que obtive e falhei;
Esse rancor pelo que já não pode ser meu, fez com que meus brios
Se diluíssem em pó, e as escadas da minha subida
Caíram em meio ao vão.
Poder inesgotável tem a dor, que quando insiste em aparecer,
Insiste em desesperar o meu melhor viver,
Tudo poderia ser mais fácil, mas não é!
Tudo poderia estar melhor, ou pior e nem mesmo assim está.
Tudo por um amor maior que insiste em resistir e persuadir
Como se eu estivesse preocupada em saber o q há de acontecer,
E como se nada alem dele erguesse o meu prazer!
Loucura insana e inconseqüente, que ou fará meu ser brilhar
Ou sei que sempre matar-me-á!
segunda-feira, 23 de agosto de 2010
Eu já não posso mais pensar em ti.
Eu já não posso mais pensar em ti,
Já não posso mais sentir saudades de ti;
Já não posso mais sofrer por ti;
Nem posso mais chorar...
Eu, que já não posso mais pensar em flores;
Que já não posso mais sonhar com amores;
Que só tenho motivos para dores;
Que sabe o valor dos valores...
Eu, que sou uma simples flor,
Em meio a um grande jardim...
Eu, que nem sei viver, nem sonhar, nem sumir;
Que sou pó, areia, e vileza...
Eu, que tanto tento me distrair;
Eu , que já não posso mais pensar em ti.
Presente
Hoje é um dia em destaque:
Hoje conheci alguém especial;
Hoje é um dia ruim porque me faz lembrar alguém que perdi;
Hoje faz um tempo que já não tenho o meu alguém especial;
Hoje poderia ser um dia especial;
Hoje é o dia que há algum tempo eu fui feliz,
Mas felicidade tem fim... e a minha acabou!!
Hoje conheci alguém especial;
Hoje é um dia ruim porque me faz lembrar alguém que perdi;
Hoje faz um tempo que já não tenho o meu alguém especial;
Hoje poderia ser um dia especial;
Hoje é o dia que há algum tempo eu fui feliz,
Mas felicidade tem fim... e a minha acabou!!
AS PERGUNTAS DA MINHA VIDA
Por quantas provas terei eu que passar a fim de encontrar meu verdadeiro destino?
Quantos medos terei de enfrentar para suportar meu horizonte?
Quantas vidas viverei para transformar a minha existência?
Quantas pessoas terei de amar para que uma delas salve a Minha vida?
Quantas canções terei de ouvir para saber qual é a que mais se identifica comigo?
Quantas canções terei de ouvir para saber qual me lembra você?
O que eu terei aqui para fazer quando não mais tiver sonhos?
O que farei se não tiver você algum dia?
Tudo o que faço hoje é apenas vão, ou tudo tem um motivo certo?
O que eu faço agora com minha vida? O que me permitiria ser feito?
Quantos sapatos terei de calçar para que no fim, um deles se encaixe?
Quantos sorvetes terei de tomar para saber qual o mais saboroso?
Quantos brinquedos terei de comprar para fazer uma criança realmente feliz?
Quantos anos terei quando tudo se transformar?
Como? Quando?
Não sei, essas são as perguntas de minha vida, de meu mais sublime pensamento.
Eu sei o que sou. Não posso nem quero ser outro alguém, eu sei o que me aconteceria se não fosse eu mesma. Minha vida é minha música!
E é tudo o que me resta para continuar o ritmo da canção...
Distúrbios de uma vida terrena

Calafrios, sussurros, desmentiras redescobertas,
Tudo faz parte de um universo que me sorve
Desvencilhando-me de tudo que acho certo
Sinto como se estivesse expelindo uma rocha
Entre a cabeça e o resto do corpo, por que
Esta dor que me atormenta, enche-me de pranto
Desfolhando em mim um novo ser, tão dotado
De desesperanças, que me impressiono com meu poder
Notavelmente cético.
Sensação diferente, como se minha vitalidade estivesse ameaçada,
Como se meu coração fosse chegar aos pulos por algo que
Agora pouco era tão estranho...
Mentira diferente aqui no peito, porque toda a minha vida
É uma hipocrisia. Sou hipócrita e vivo em uma nação hipócrita,
Talvez isso me faça tão normal.
Mais uma vez encontro-me doente, como se a dor que sinto
Fosse-me deixar presa neste mar de perdas e desilusões
Que me encontro, onde as pedras devoram-me como que
Por metragem, como se os desesperos terrenos fossem-me
Presentear em cada amanhecer, sem chances alguma de
Um erguimento. A dor que sinto hoje se resume em
Meu ceticismo, sonhos não existem, amores nem tampouco.
O que há é mentira, é ilusão, força sobrenatural que a natureza tem
De fazer com que as pessoas sintam que podem ser algo,
Que podem fazer alguma coisa por si mesmas, contudo
Não podem, não mais, não agora, porque tudo está perdido
Não há mais nada, e minha dor é maior que tudo isso,
É como se estivesse sendo morta aos poucos, de forma brutal
Como se alguém estivesse tirando de mim cada parte de meu corpo
De forma a doer tragicamente, porque isto foi apenas o que restou de mim,
Perdi meus sonhos e o que mais temo é por minha saúde mental.
Amores vêm e vão, acontece assim com as outras pessoas, mas também
Há aquelas que são bloqueadas para o amor, pessoas que vivem como
Hipócritas. Fiz mil e duas coisas na vida, a fim de encontrar meu real horizonte
O que encontrei foi apenas pó, vestígios de um caminho que deveria existir
Mas que o tempo e as arestas da vida trataram de exterminar.
Para esses fatos restou apenas a mim, um ser disperso, insolúvel e bastante
Mesclado em refúgios.
Refúgios que ultrapassam as 2 da madrugada, já são mais que isso agora, e
A única coisa que penso é em como dormirei, se meus pensamentos
Limitam-se a sofrer? O que farei para exorcizar de mim este eterno mal estar?
Meu sorriso é tão sincero, demonstra minha tristeza, que é tão imensa que
Faz-me pensar que de agora em diante, apenas chorarei e limitar-me-ei a isso.
Meu refúgio de nada me serve, ou serve e não percebo, porque tenho
Esse defeito qualitativo, não pareço querer perceber o que me ronda.
Esta sou eu, refugiando-se sempre da vida, dispersando-se no resto do universo.
domingo, 22 de agosto de 2010
Destino
Com tudo o que já houve, permito o meu sofrer
Permito o meu viver e o talvez não mais ser;
Permito, concomitante é necessário, nem sei porque;
Nem sei para que, apenas sei!
Essa dor frágil e inescrupulosamente forte que me ronda
Tirou o ar que obtive e falhei;
Esse rancor pelo que já não pode ser meu, fez com que meus brios
Se diluíssem em pó, e as escadas da minha subida
Caíram em meio ao vão.
Poder inesgotável tem a dor, que quando insiste em aparecer,
Insiste em desesperar o meu melhor viver,
Tudo poderia ser mais fácil, mas não é!
Tudo poderia estar melhor, ou pior e nem mesmo assim está.
Tudo por um amor maior que insiste em resistir e persuadir
Como se eu estivesse preocupada em saber o q há de acontecer,
E como se nada alem dele erguesse o meu prazer!
Loucura insana e inconseqüente, que ou fará meu ser brilhar
Ou sei que sempre matar-me-á!
Permito o meu viver e o talvez não mais ser;
Permito, concomitante é necessário, nem sei porque;
Nem sei para que, apenas sei!
Essa dor frágil e inescrupulosamente forte que me ronda
Tirou o ar que obtive e falhei;
Esse rancor pelo que já não pode ser meu, fez com que meus brios
Se diluíssem em pó, e as escadas da minha subida
Caíram em meio ao vão.
Poder inesgotável tem a dor, que quando insiste em aparecer,
Insiste em desesperar o meu melhor viver,
Tudo poderia ser mais fácil, mas não é!
Tudo poderia estar melhor, ou pior e nem mesmo assim está.
Tudo por um amor maior que insiste em resistir e persuadir
Como se eu estivesse preocupada em saber o q há de acontecer,
E como se nada alem dele erguesse o meu prazer!
Loucura insana e inconseqüente, que ou fará meu ser brilhar
Ou sei que sempre matar-me-á!
Ao Mar
Cada vez que me lembro da minha fiel sensação de encanto,
Relembro das vezes que quis me encantar.
Boca, olhos, mãos, seios....todos muito excitados para o mar.
Olhos cheios de ardor, esquecendo de todo pranto.
O mar tem esse poder, faz-nos amar a metade de nosso ser;
E a outra metade se transforma no todo que devemos ver.
Adoro o mar, e o desejo de vê-lo faz-me enlouquecer...
Abstenho-me em rios e lagos, porém é do mar q sinto mais saudade.
Sei quem sou, quem fui e o que o mar fez!
Sei o que sou e o que o mar fará!
Angustia perene...
Sensação de abandono...
Confesso que parei em meio ao vão...
Aonde irei não sei; virei ao avesso...
Sei apenas do que já sei!
O brilho que seus olhos tem
O brilho intrigante que seus olhos têm
Enchem meu coração de desespero
Creio estar mal, estando ainda bem
Vivendo em prol de um mundo inteiro
Esse brilho sai de tudo que vos convém
Transpassando o barril dos marinheiros
Causando a todos o maior dos devaneios
Em um universo entorpecido pelos que vem.
E esse seu brilho que não acaba. Causa dor
Transforma o Amor em cristal quebrado
Misturando-se com o mais tênue rumor
Talvez brilhar seja seu intimo dom ditador
Ao passo que os sonhos, quando juntados
Tornam-se meramente estranhos enclausurados.
Enchem meu coração de desespero
Creio estar mal, estando ainda bem
Vivendo em prol de um mundo inteiro
Esse brilho sai de tudo que vos convém
Transpassando o barril dos marinheiros
Causando a todos o maior dos devaneios
Em um universo entorpecido pelos que vem.
E esse seu brilho que não acaba. Causa dor
Transforma o Amor em cristal quebrado
Misturando-se com o mais tênue rumor
Talvez brilhar seja seu intimo dom ditador
Ao passo que os sonhos, quando juntados
Tornam-se meramente estranhos enclausurados.
Meus ventos
Os ventos que me cercam neste momento andam contra a correnteza,
Preciso parar e aliviar meu coração repleto de descontentamento e dor,
Nada me agrada e a vida muito me sufoca, enfatizando minha tristeza,
A vida anda difícil para mim agora, ate mesmo quem tenho por amor.
Os ventos não estão sabendo que rumo seguir com maior pureza,
Apenas me cercam como algo que estivesse aqui por clamor,
Clamor por algo que não posso impedir ou mudar minha natureza,
Apenas amenizar o sofrimento que insiste em percorrer meu setor.
Loucos ventos os de agora, ferem-me até quando já não podem
Seguem-me como se ainda fosse-me novidade, mas não mais serão
Até porque até que me afeiçoei com essa minha fiel dor.
Mais louco que o vento são meus sentimentos, que sempre eclodem
Nos mais inúteis instantes, ainda que sejam efêmeros como o verão
Ainda assim percebo que não deveria ser quem é o meu amor.
Preciso parar e aliviar meu coração repleto de descontentamento e dor,
Nada me agrada e a vida muito me sufoca, enfatizando minha tristeza,
A vida anda difícil para mim agora, ate mesmo quem tenho por amor.
Os ventos não estão sabendo que rumo seguir com maior pureza,
Apenas me cercam como algo que estivesse aqui por clamor,
Clamor por algo que não posso impedir ou mudar minha natureza,
Apenas amenizar o sofrimento que insiste em percorrer meu setor.
Loucos ventos os de agora, ferem-me até quando já não podem
Seguem-me como se ainda fosse-me novidade, mas não mais serão
Até porque até que me afeiçoei com essa minha fiel dor.
Mais louco que o vento são meus sentimentos, que sempre eclodem
Nos mais inúteis instantes, ainda que sejam efêmeros como o verão
Ainda assim percebo que não deveria ser quem é o meu amor.
Imagem que fala mais do que mil palavras
Simplicidade... Sofisticação... Sentimento... Palavras singelas, daquelas que agente sente prazer em falar...
Difícil falar sobre os anjos, sempre tão lindos, tão envolventes... Atraentes... Sempre perfeitos!
Anjos são criaturas boas, em tudo que fazem, que dizem, afinal não seriam anjos se não fossem bons!
Anjos da noite são à parte, a atração que nos causam é maior que o natural, mesmo não tendo culpa disso;
Os anjos da noite seduzem, são mais insanos, mais penetrantes, incrivelmente atraentes...
A vida mostra o que mais vale ou menos vale, e os anjos sempre ficam, invadem e fim!
Adoro Anjos, e os da noite, então!
Fazem-me voar ao mais íntimo de mim...
Meu anjo é da noite, e com ele eu naturalmente enlouqueço, me embebedo e me refresco nesta vida agreste..
Meu anjo tem um poder exorbitante de me atingir, sem falar no poder que exerce sobre mim...
Meu anjo é assim, simples, carinhoso, veloz, especial, com um dom maravilhoso que só ele tem: me excitar!
Melhor que viver com anjos é tê-los conosco, saber que somos observados por eles, que sempre estão por perto..
Ninguém poderá tirar de mim o meu anjo, ninguém poderá afastá-lo, sempre terei quem mais amo na vida!
Afinal, os anjos só valem à pena quando despertam em nós o Amor, e isso tenho de sobra...
Que meu anjo esteja bem;
Que meu anjo saiba que tenho por ele o maior Amor do mundo;
Que meu anjo me Ame com tudo que pode;
Que meu anjo seja sempre meu anjo;
Que eu possa ser um pedaço bom de você..
Que eu possa te suprir sempre que desejar (ou não desejar, que eu supra assim mesmo);
Que eu tenha o seu Amor, o seu prazer, o seu sorriso e o seu coração;
Pois meu Anjo (da noite...), quero que saibas que tenho por vós um Amor muito grande, intenso e superior a tudo que me ronda;
Que nada vai vos tirar de mim, pois já estou completamente LOUCA, ALUCINADA E APAIXONADA por você!
Difícil falar sobre os anjos, sempre tão lindos, tão envolventes... Atraentes... Sempre perfeitos!
Anjos são criaturas boas, em tudo que fazem, que dizem, afinal não seriam anjos se não fossem bons!
Anjos da noite são à parte, a atração que nos causam é maior que o natural, mesmo não tendo culpa disso;
Os anjos da noite seduzem, são mais insanos, mais penetrantes, incrivelmente atraentes...
A vida mostra o que mais vale ou menos vale, e os anjos sempre ficam, invadem e fim!
Adoro Anjos, e os da noite, então!
Fazem-me voar ao mais íntimo de mim...
Meu anjo é da noite, e com ele eu naturalmente enlouqueço, me embebedo e me refresco nesta vida agreste..
Meu anjo tem um poder exorbitante de me atingir, sem falar no poder que exerce sobre mim...
Meu anjo é assim, simples, carinhoso, veloz, especial, com um dom maravilhoso que só ele tem: me excitar!
Melhor que viver com anjos é tê-los conosco, saber que somos observados por eles, que sempre estão por perto..
Ninguém poderá tirar de mim o meu anjo, ninguém poderá afastá-lo, sempre terei quem mais amo na vida!
Afinal, os anjos só valem à pena quando despertam em nós o Amor, e isso tenho de sobra...
Que meu anjo esteja bem;
Que meu anjo saiba que tenho por ele o maior Amor do mundo;
Que meu anjo me Ame com tudo que pode;
Que meu anjo seja sempre meu anjo;
Que eu possa ser um pedaço bom de você..
Que eu possa te suprir sempre que desejar (ou não desejar, que eu supra assim mesmo);
Que eu tenha o seu Amor, o seu prazer, o seu sorriso e o seu coração;
Pois meu Anjo (da noite...), quero que saibas que tenho por vós um Amor muito grande, intenso e superior a tudo que me ronda;
Que nada vai vos tirar de mim, pois já estou completamente LOUCA, ALUCINADA E APAIXONADA por você!
Sobre o peso de ser um Ser
"..É complicado estar só, quem está só que o diga.." (Renato Russo)
Talvez as maiores pessoas estão sozinhas, nao porque querem,mas porque devem.
Talvez as pessoas pequenas estejam sozinhas porque nao sabem ter alguém;
Talvez eu esteja só, porque seja a minha necessidade interna e inerte;
As piores circunstancias me fazem sonhar, os medos me fazem sorrir;
Mas rio com medo de dar ao meu amor o que me faz dormir;
Sai de mim como quem sai na rua, caindo no primeiro buraco que encontra;
Permiti a minha dor, como agente faz quando se permite dores.
Só agora eu sei que dei bem mais do que imaginei;
Que perdoei a quem tanto me fez mal e tao pouco encontrei;
Percebi que a vida jogou, e que ganhou inigualavelmente em cima de mim
como se eu nem aumenos tivesse tentado.
E somente agora e sei o que serei
Que nao serei mais nada!
Talvez as maiores pessoas estão sozinhas, nao porque querem,mas porque devem.
Talvez as pessoas pequenas estejam sozinhas porque nao sabem ter alguém;
Talvez eu esteja só, porque seja a minha necessidade interna e inerte;
As piores circunstancias me fazem sonhar, os medos me fazem sorrir;
Mas rio com medo de dar ao meu amor o que me faz dormir;
Sai de mim como quem sai na rua, caindo no primeiro buraco que encontra;
Permiti a minha dor, como agente faz quando se permite dores.
Só agora eu sei que dei bem mais do que imaginei;
Que perdoei a quem tanto me fez mal e tao pouco encontrei;
Percebi que a vida jogou, e que ganhou inigualavelmente em cima de mim
como se eu nem aumenos tivesse tentado.
E somente agora e sei o que serei
Que nao serei mais nada!
sábado, 21 de agosto de 2010
Perdas
Eu não pude fazer nada por mim neste momento;
Traí o mais doce carinho que obtive,
Traí a quem tanto me quis bem.
Não tive chances de sair do mar quando as ondas estavam baixas,
Não consegui apagar a luz antes de o sol nascer;
Nem consegui vestir minha roupa quando fiquei mais gorda,
Consegui o fim de todo meu brilho, a treva de minha Luz;
A dor de qualquer parte que tenha surgido em meu peito
E a morte acima de qualquer vida.
Eu sei o que fiz, mas não consigo mais conviver com essa dor
Dói demais enganar a mim mesma, porém é a minha foz.
Consegui quase tudo o que quis, só não o que realmente queria,
Por que o que eu queria o dinheiro não pode dar,
E isso é um problema quando não se tem o que fazer.
Desculpe minha intolerância, e minha inconstância,
Mas é que eu não tenho mais forças para continuar,
Minha fraqueza é maior que meu olhar, e isso é um problema.
Desculpe-me o mesmo gesto, a mesma ação e a mesma reação.
Eu não posso mais, é uma parte indestrutível de meu eu
E esse EU me torna mais inconstante do que o costume;
Quiçá eu tenha dado mais do que esperara,
Quiçá eu tenha recebido mais do que devera,
Quiçá nada me tenha restado, a não ser uma vida regrada
Pelo que mais quis e não tive.
Quiçá os sonhos sejam vãos, ou mesmo eu tenha caído em mim
E tenha descoberto o que eu fiz e não me perdoei por isso,
E por não ter-me perdoado, não pude dar o meu amor a outrem.
A vida tem desses princípios, de onde saem os desafios de um amanhã
Dotado de invasões, e em uma destas aconteceu o garantido sofrimento,
E o imaginável fim.
Por que essa história acabou sem ao menos ter-se consumado,
Acabou; talvez porque não tivemos forças para levá-la à diante
Ou por não termos coragem de um encontro real,
Acabou por que eu fui fraca em ter começado, posto que me fosse mais fácil
Se nada tivesse ocorrido e mesmo não tendo ocorrido, só eu sei o que tive.
Desculpe a quem chorou, pois as minhas lágrimas nada importam,
E as de quem chorou valem mais que mil palavras;
Preciso estar sozinha, afinal é o meu destino mortal;
Assim sei que o mal será cometido apenas em mim,
Mas afirmo com as doces ilusões que carrego
Que quem me ama peço perdão, e quem eu amo
Que por Deus também me perdoe, pois as forças que haviam
Foram-se embora quando pensei que tivesse alguma!
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