quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Incontornável Destino

Com tudo o que já houve, permito o meu sofrer


Permito o meu viver e o talvez não mais ser;

Permito, concomitante é necessário, nem sei porque;

Nem sei para que, apenas sei!

Essa dor frágil e inescrupulosamente forte que me ronda

Tirou o ar que obtive e falhei;

Esse rancor pelo que já não pode ser meu, fez com que meus brios

Se diluíssem em pó, e as escadas da minha subida

Caíram em meio ao vão.

Poder inesgotável tem a dor, que quando insiste em aparecer,

Insiste em desesperar o meu melhor viver,

Tudo poderia ser mais fácil, mas não é!

Tudo poderia estar melhor, ou pior e nem mesmo assim está.

Tudo por um amor maior que insiste em resistir e persuadir

Como se eu estivesse preocupada em saber o q há de acontecer,

E como se nada alem dele erguesse o meu prazer!

Loucura insana e inconseqüente, que ou fará meu ser brilhar

Ou sei que sempre matar-me-á!

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