Com tudo o que já houve, permito o meu sofrer
Permito o meu viver e o talvez não mais ser;
Permito, concomitante é necessário, nem sei porque;
Nem sei para que, apenas sei!
Essa dor frágil e inescrupulosamente forte que me ronda
Tirou o ar que obtive e falhei;
Esse rancor pelo que já não pode ser meu, fez com que meus brios
Se diluíssem em pó, e as escadas da minha subida
Caíram em meio ao vão.
Poder inesgotável tem a dor, que quando insiste em aparecer,
Insiste em desesperar o meu melhor viver,
Tudo poderia ser mais fácil, mas não é!
Tudo poderia estar melhor, ou pior e nem mesmo assim está.
Tudo por um amor maior que insiste em resistir e persuadir
Como se eu estivesse preocupada em saber o q há de acontecer,
E como se nada alem dele erguesse o meu prazer!
Loucura insana e inconseqüente, que ou fará meu ser brilhar
Ou sei que sempre matar-me-á!
Nenhum comentário:
Postar um comentário
O que você achou?