Sinto frio, o pensamento flui...
Um frio na garganta como se houvesse fogo,
Um frio racional, abjurando o sol,
Sinto fome, como se meu estômago fulminasse de tanto correr,
Como se o sangue tivesse evadido de mim,
E como se a lua pertencesse ao amanhecer...
Sinto sede também de amar o inesperado,
De sonhar o incompreendido,
E de lutar pelo dito realizado.
Sinto frio, e esse frio provém da fome e da sede que me rondam,
Usurpando meu ser como um bloco de gelo...
Sensações de transe e incompletude;
Como se minha vida se resumisse nisso!
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