segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

Quase que intimamente sã... 

Calma que o breve ocorrerá e eu hei de voltar..

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Amores que de mim furtei..

Quão efêmero foi um sublime amor, que me fez imaginar tão célebre ardor de um degenerado clamor..

Quão brando foi uma dor que me fez arder e coçou meus brios e desafios, cada fio eriçou e me amolou

Como se eu fosse pular de uma rocha e buscasse forças para concretizar..Quão mágico foi o beijo dado em sonhos, sem jamais ter acordado...Sem jamais ter sonhado.

Há o que me fez arrepender por ter conseguido estar onde eu nem deveria,Há o que me faz permanecer lúcida, todavia há o que me condena como um raio em plena chuva,
Como um brio em cima da foz e um grito dentro da voz..

Eu sinto assim, como se minhas pernas fossem andar dentro delas mesmas e eu já não pudesse me mexerPor que, se assim eu fizer, estarei burlando a lei de uma vida encoberta de emoções..


Louco sonho insano, desfalecendo e  se firmando mais e mais e mais,Sem buscar nada além do nada e sabendo estar em tudo.

Louca dor que dói, que desaba e refaz as lágrimas e as várias formas fúnebres de chorar..

Há quem se sinta bem,Mas há quem seja como eu!

:x

terça-feira, 24 de julho de 2012

A desqualidade dos medos

Tão vital é a força que falta a quem encontra o alívio na dor,
Tão banal é o medo que prossegue em quem sente dor no amor;
Tão íngreme é o ardor de quem ama e não sabe que é amor..

Certas situações são tão simples
Que ferem uma realidade insondável e permeia o mais rápido possível.

Quão sábio é o meio de quem anda em frente,
De quem vive como quem não morre
E progride como quem discorre...

É sempre tudo tão vasto e ao mesmo tempo tão pouco...

Ontem (não importa se foi ontem, mas no ontem)
Eu tive quase que um colapso só por medo de uma realidade almejada,
Quase desfaleci, juro!
Entretanto, nem sei o que diabos aconteceu que ainda permaneci,
Sabe, cogitei que fosse mais fácil o nada, e mesmo assim estar com tudo,
(Imaginando eu que estava com tudo)
No entanto eu permaneci, como se ainda houvesse algo a ser feito.

Deve haver...

domingo, 17 de junho de 2012

"PRA VOCÊ GUARDEI O AMOR QUE NUNCA SOUBE DAR...


(...) SEM TER PORQUE, NEM POR RAZÃO OU COISA OUTRA QUALQUER (...)"


Nando Reis

quarta-feira, 23 de maio de 2012

Inside..

Em um desses casuais dicionários online procurei o conceito formal da palavra "angústia" e me deparei com meu seguinte: Ansiedade física acompanhada de opressão dolorosa. Inquietude profunda que oprime o coração.


Fazendo uma autoanálise, constato que concentro as contingências vitais na minha garganta. Eu acho até que ela está crescendo, me olho no espelho e quase não me enxergo, falta o reflexo que havia. Tento, retento, invento, insisto, ultrapasso meus limites só em busca do bem-estar, mas onde está?



Físico, interno, superficial, profundo... Tudo tão óbvio, o problema é que eu não me inspiro no óbvio, eu busco mais...bem mais! Como se a cada dia precisasse de alguma coisa, qualquer coisa para desconcentrar o cheio da minha garganta, porque isso tá tirando minha vida dia após dia, sabe, daquele jeito que acontece quando agente não consegue parar de cavar.Mas deve.
Pensando aqui no físico, será que é físico? Vou fazer exames..Tudo em busca do bem-estar! Se não for, plano "B". Deve ser aqui dentro.



E o que me chateia é que eu acho que isso é óbvio!




terça-feira, 15 de maio de 2012

Meu Atual

Aproveito toda forma de calmaria suave e branda que me toma.. Meu aqui-agora anda assim, mais quieto, como se estivesse de férias.
Aproveito para falar sobre o que me ocorre aqui, agora.

Melhor seria se os monstros internos saíssem todos e  ficasse só o que fosse bom, no entanto concomitante a isto cogito se haveria algum motivo para ir além!

No mais, até que estou bem!

quinta-feira, 22 de março de 2012

A busca do "não-só"

Nos meus mais ínfimos pensamentos, lembrei que um dia desses pensei em uma coisa...
As pessoas fazem coisas tão solitárias as vezes, e é sempre tão pouco notável..
Um bom exemplo é andar descalço à beira-mar, a noite, no frio, no eco e na imagem da lua..
A lua descansando do seu maravilhoso teatro e as águas ecoando um grito de silêncio..
Um dia desses fiquei vigiando um vaga-lume sair rumo à escuridão para brilhar,
Olhos meus  atentos, inertes e ele lá, pronto para se mostrar,
E isso também é tão só...

As pessoas fazem coisas tão tristes que é como se precisassem disso para viver,
Ouvir uma música no fone de ouvido e  não deixar se esvair o som...
Falar sozinho.. Onde estão as pessoas que ocupam este lugar?
Fazer um bolo todo confeitado e não ter ninguém em casa pra ajudar  a comer..
Andar sozinho na chuva depois de uma briga sem sentido..
Deitar na areia e deixar o sol secar as lágrimas..

Isso é tão triste.. Tão solitário..E tão fundamental!

As pessoas todas fazem coisas tão solitárias,
Que eu tenho que dormir com um caderno do meu lado todos os dias!

domingo, 12 de fevereiro de 2012

Hoje acordei com uma das sensações instantâneas de mera perseguição mental... Sabe, aquele ardor dentro dos olhos com o medo meio inconsequente de saber que há alguns motivos para eu não querer estar mais aqui.

Hoje tive medo de viver..

Até mesmo pelo abismo que eu faço em mim com a calma aparente inadequada. Por que a perfeição é tão incrucial? Por que não se pode haver meios íngremes para o que desejo a mais?

Parei de sonhar faz tempo... Parei de vibrar com poucas ilusões e mais ainda com falsas constelações. Quero minha estrela chocando em mim, nem que o golpe seja na cabeça e eu acorde sem ter a memória do ser que me ergue dentro do peito.

É até chato estar pensando em movimentos transversais. Ser-me-ia louvável curar minha ínfima condição especial de ser quem eu desejo.. Mas tenho medo, não por eu ruborizar minha natureza, mas por eu escurecer meu natural.

O tempo é sábio, um tanto falho..

Mas eu consigo!!!

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Três problemas

Cada vez mais aparecem-me notificações da ausência de mim em mim..

Estive com medo, sabe, com medo de SABER o que eu já sei,
Com medo de PERDER quem mais amei,
E de LUTAR sem saber onde parar..

Estive sem norte... Tenho alguns motivos banais para tal.

Na vida que obtive (tenho), perdi demais, e demais perdi!
Demais senti e demais caí!

Para mim, chega!

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

A quem quer que seja

Certa vez cometi o deslize de saltar meus olhos nos olhos de outrem,
Alguém que em nada me conhece, nem permanece em mim,
No entanto é quem quer que seja que salvou meu coração
Do perigo do vão..

Certa vez percebi as razões de uma vida sem horizonte,
De um passo sempre falho, 
Por que ouvi sussurrar dos lábios de quem me fez aqui estar
Que em tudo tocado por mim, eu falho.

Certa vez eu até me decidi.
Lutar em vão também é vão,
É estar caindo e se livrando do peso para cair mais rápido,
Ué, se já está ocorrendo, por que instigar inda mais o fato?

Certa vez quase tropecei nas minhas pernas, mas aí eu me segurei firme
No braço amigo que encontrei, e quase findei..

Um dia desses eu quis parar, estagnar o meu ofício,
Mesmo sabendo que voltaria.
É estranho cogitar além do que faço,
É estranho por que dói.

Há um momento incerto dentro de uma realidade incerta
Em que o ser pára de querer lutar,
Por que o miocárdio cansa, e enobrece..

Há quem consiga atuar uma vida inteira,
Mas há quem não consiga!

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Lacuna


Sinto falta de pessoas, as quais passaram por mim como se fossem pêlo curto e fino em  breve madeira...
Sinto falta té mesmo do que tenho, como se eu fosse um vaso quebrado. Constantemente quebrado, e oco e pouco.
 Não sei, é como se o sol não acendesse mais em mim, e a lua não me refletisse. E eu não existisse mais.
Sinto-me tão só.
Sinto-me tão oca e ainda tão nua e nula, que é como se eu fosse pura. Acontece que eu não sou. Em nada. Nem em tudo.
Sinto também que pressinto o meu mal estar, e que eu mal tento ficar bem, decaio.
Sinto-me apática e até serena com isso. Almejo mais do que nada.
Almejo tudo o que eu mais espero, no entanto eu penso assim: Mas como, eu nem espero nada? Aí eu percebo que eu fico quase bem. Estranho!
O meu oco me avisa que eu devo parar. Estagnar minha ânsia de viver lutando e estagnando. Estive mal, mas passou.