Em um desses casuais dicionários online procurei o conceito formal da palavra "angústia" e me deparei com meu seguinte: Ansiedade física acompanhada de opressão dolorosa. Inquietude profunda que oprime o coração.
Fazendo uma autoanálise, constato que concentro as contingências vitais na minha garganta. Eu acho até que ela está crescendo, me olho no espelho e quase não me enxergo, falta o reflexo que havia. Tento, retento, invento, insisto, ultrapasso meus limites só em busca do bem-estar, mas onde está?
Físico, interno, superficial, profundo... Tudo tão óbvio, o problema é que eu não me inspiro no óbvio, eu busco mais...bem mais! Como se a cada dia precisasse de alguma coisa, qualquer coisa para desconcentrar o cheio da minha garganta, porque isso tá tirando minha vida dia após dia, sabe, daquele jeito que acontece quando agente não consegue parar de cavar.Mas deve.
Pensando aqui no físico, será que é físico? Vou fazer exames..Tudo em busca do bem-estar! Se não for, plano "B". Deve ser aqui dentro.
E o que me chateia é que eu acho que isso é óbvio!
