Alguém que em nada me conhece, nem permanece em mim,
No entanto é quem quer que seja que salvou meu coração
Do perigo do vão..
Certa vez percebi as razões de uma vida sem horizonte,
De um passo sempre falho,
Por que ouvi sussurrar dos lábios de quem me fez aqui estar
Que em tudo tocado por mim, eu falho.
Certa vez eu até me decidi.
Lutar em vão também é vão,
É estar caindo e se livrando do peso para cair mais rápido,
Ué, se já está ocorrendo, por que instigar inda mais o fato?
Certa vez quase tropecei nas minhas pernas, mas aí eu me segurei firme
No braço amigo que encontrei, e quase findei..
Um dia desses eu quis parar, estagnar o meu ofício,
Mesmo sabendo que voltaria.
É estranho cogitar além do que faço,
É estranho por que dói.
Há um momento incerto dentro de uma realidade incerta
Em que o ser pára de querer lutar,
Por que o miocárdio cansa, e enobrece..
Há quem consiga atuar uma vida inteira,
Mas há quem não consiga!
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