segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Lacuna


Sinto falta de pessoas, as quais passaram por mim como se fossem pêlo curto e fino em  breve madeira...
Sinto falta té mesmo do que tenho, como se eu fosse um vaso quebrado. Constantemente quebrado, e oco e pouco.
 Não sei, é como se o sol não acendesse mais em mim, e a lua não me refletisse. E eu não existisse mais.
Sinto-me tão só.
Sinto-me tão oca e ainda tão nua e nula, que é como se eu fosse pura. Acontece que eu não sou. Em nada. Nem em tudo.
Sinto também que pressinto o meu mal estar, e que eu mal tento ficar bem, decaio.
Sinto-me apática e até serena com isso. Almejo mais do que nada.
Almejo tudo o que eu mais espero, no entanto eu penso assim: Mas como, eu nem espero nada? Aí eu percebo que eu fico quase bem. Estranho!
O meu oco me avisa que eu devo parar. Estagnar minha ânsia de viver lutando e estagnando. Estive mal, mas passou. 

Nenhum comentário:

Postar um comentário

O que você achou?