A dor que abrigo agora
É diferente da dor de outrora
A encruzilhada segue o caminho
De busca pelo que mais adora.
Dor diferente aqui no peito
Mesmo sendo tão igual em toda hora
Morro dez anos a cada sonho,
Sonho dez vezes em cada morte.
Saindo de mim percebo
O quanto é estranho me ser
O quanto é cabível sair
O quanto é viável não ser
Minhas inspirações se vão
E não sei onde parar
Nem tampouco o que ser
A dor amiga que tenho
É a mesma que me dilacera
A mesma que o peito aperta
E a mesma que me defalece;
A cada dia e em cada dia
Vivo no nada, estando em tudo
Sonho com a morte,
Mesmo estando morta na vida.

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