Cada vez mais aparecem-me notificações da ausência de mim em mim..
Estive com medo, sabe, com medo de SABER o que eu já sei,
Com medo de PERDER quem mais amei,
E de LUTAR sem saber onde parar..
Estive sem norte... Tenho alguns motivos banais para tal.
Na vida que obtive (tenho), perdi demais, e demais perdi!
Demais senti e demais caí!
Para mim, chega!
sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012
sexta-feira, 20 de janeiro de 2012
A quem quer que seja
Certa vez cometi o deslize de saltar meus olhos nos olhos de outrem,
Alguém que em nada me conhece, nem permanece em mim,
No entanto é quem quer que seja que salvou meu coração
Do perigo do vão..
Certa vez percebi as razões de uma vida sem horizonte,
De um passo sempre falho,
Por que ouvi sussurrar dos lábios de quem me fez aqui estar
Que em tudo tocado por mim, eu falho.
Certa vez eu até me decidi.
Lutar em vão também é vão,
É estar caindo e se livrando do peso para cair mais rápido,
Ué, se já está ocorrendo, por que instigar inda mais o fato?
Certa vez quase tropecei nas minhas pernas, mas aí eu me segurei firme
No braço amigo que encontrei, e quase findei..
Um dia desses eu quis parar, estagnar o meu ofício,
Mesmo sabendo que voltaria.
É estranho cogitar além do que faço,
É estranho por que dói.
Há um momento incerto dentro de uma realidade incerta
Em que o ser pára de querer lutar,
Por que o miocárdio cansa, e enobrece..
Há quem consiga atuar uma vida inteira,
Mas há quem não consiga!
segunda-feira, 2 de janeiro de 2012
Lacuna
Sinto falta de
pessoas, as quais passaram por mim como se fossem pêlo curto e fino em breve madeira...
Sinto falta té
mesmo do que tenho, como se eu fosse um vaso quebrado. Constantemente quebrado,
e oco e pouco.
Não sei, é como se o sol não acendesse mais em
mim, e a lua não me refletisse. E eu não existisse mais.
Sinto-me tão só.
Sinto-me tão oca
e ainda tão nua e nula, que é como se eu fosse pura. Acontece que eu não sou.
Em nada. Nem em tudo.
Sinto também que
pressinto o meu mal estar, e que eu mal tento ficar bem, decaio.
Sinto-me apática
e até serena com isso. Almejo mais do que nada.
Almejo tudo o
que eu mais espero, no entanto eu penso assim: Mas como, eu nem espero nada? Aí
eu percebo que eu fico quase bem. Estranho!
O meu oco me
avisa que eu devo parar. Estagnar minha ânsia de viver lutando e estagnando.
Estive mal, mas passou.
terça-feira, 22 de novembro de 2011
O Oco Sem Imagens.
Improviso tudo para catar uma
solução cabível e solúvel para meus tremores, invento como se estivesse
faltando um pedaço de mim, meu coração está aos pulos, pulsando mais acelerado,
de forma diferente por algo que jamais havera conquistado, porque muitos falham
demais, outros nem produzem este privilégio.
A dor que em meu peito habita,
está ali como uma espécie de mágica, como algo que perece e permanece. Quem
sabe isso afaste de mim esta tão íngreme inconstância tal qual ela existe. A
inconstância precisa mover de mim esse medo que estou sentindo agora, um medo
diferente de tudo o que poderia imaginar, e que está impedindo minha
progressão.
Nem as estrelas, nem tampouco o
universo conseguiriam adquirir tamanho desapreço, permaneço naquilo que temi e
busco além do que existe. Faço parte da hipocrisia, tão volátil, tão tênue que me
faz parar de pensar no que jamais ocorrerá. Se eu não conseguir realizar minhas
obrigações, que eu feneça aumenos na graça de saber que tentei, que meu erro
não seja vão, que a desgraça não me encontre e que tudo aquilo que mais sonhar,
com fé se desvele, porque a maior virtude é fenecer a tentar e jamais desistir
só porque sabe que o almejo jamais poderá ser erradicado.
A vida toda me acostumei com as
derrotas que a mesma me apresentou, e nunca me feri por isto, não mais me
surpreendo porque as vezes agente se acostuma com as coisas insanas que nos
cercam, mas também não me maravilho com a vitória, é o mínimo que eu posso
fazer para tirar de mim esse efeito devastador que a derrota origina, daí o
motivo por eu sempre me superar. Anseio estar onde puder, e desejo poder ir aonde
almejo e ainda assim estar aqui, não neste lugar, mas neste momento partilhando
minhas ânsias e angustias a mim mesma. Quantas coisas perdi, quantos medos
sofri! E ainda tenho forças para lutar e buscar meu horizonte, como algo que
também não volta, a história é como uma canoa, sem remo no meio do oceano, se
você usar as mãos como remo ou tiver a sorte (tão rara sorte) de a correnteza
vos levar à areia onde tenha comida e água, você se acha um ser vitorioso, mas
senão, se não encontrar saída ou perder a fé, aí sua pobre canoa afundará e
serás devorado ainda que, pelo menor dos animais marinhos.
A existência é assim, ou você toma uma atitude e
segue em frente, ou pára e fenece.
quinta-feira, 10 de novembro de 2011
Apatia
Um repente me ocorreu..Vontade de discorrer o meu pesar,
E como por instinto, cá estou!
De repente o azul, que de tão azul iluminou,
Tornou-se tão oco e sólido e só!
De repente o que clareava o meu viver
Quase me está sendo roubado no anoitecer!
De repente o que mais tinha graça
Agora está perdendo a força, à força!
Não que o "de repente" seja um amigo qualquer,
Por que o Amigo não tira, só insere.
Mas de repente as coisas não tem sentido algum,
Mesmo quando tudo está tão cristal,
Mesmo quando me parece estar bem!
De repente o que há de "só", pode até estar em mim,
E eu nem sei por onde começar a procurar
Ou té saiba!
Em suma o que me retrai, percorre no que me contrai
E eu estou quase ficando sem forças,
Sem ter como continuar a estrada..
Repito cá o que meu travesseiro está cansado de ouvir:
Careço de ajuda!
E o que não sai de mim é também o que não quero externar.
Estranho, difícil e inadequado,
E que só me valeu extrair a apatia serena interna,
por que só por hoje
Conseguirei enfim dormir!
E como por instinto, cá estou!
De repente o azul, que de tão azul iluminou,
Tornou-se tão oco e sólido e só!
De repente o que clareava o meu viver
Quase me está sendo roubado no anoitecer!
De repente o que mais tinha graça
Agora está perdendo a força, à força!
Não que o "de repente" seja um amigo qualquer,
Por que o Amigo não tira, só insere.
Mas de repente as coisas não tem sentido algum,Mesmo quando tudo está tão cristal,
Mesmo quando me parece estar bem!
De repente o que há de "só", pode até estar em mim,
E eu nem sei por onde começar a procurar
Ou té saiba!
Em suma o que me retrai, percorre no que me contrai
E eu estou quase ficando sem forças,
Sem ter como continuar a estrada..
Repito cá o que meu travesseiro está cansado de ouvir:
Careço de ajuda!
E o que não sai de mim é também o que não quero externar.
Estranho, difícil e inadequado,
E que só me valeu extrair a apatia serena interna,
por que só por hoje
Conseguirei enfim dormir!
segunda-feira, 3 de outubro de 2011
Amor presente
Faz
com que desperte em mim o desejo
De
estar contigo, dentro de ti;
Possuindo-te
e te amando, te desejando..
Por
que só tu consegues acender em mim
O
amor que está aqui.. e que é teu.
Cada
dia que se passa,
É
mais um dia que eu sou tua.
Te
amo como o tênue coração pulsante
Preciso
de ti aqui, ali e agora. Como n’outrora.
Amo
o teu sorriso, marca fiel em ti;
Amo
o teu olhar, abstração letal a mim;
Amo
a tua voz.. Com o teu timbre de voz, que é só teu;
Amo
as tuas mãos, que me conhecem a fundo;
Amo
o teu coração, que junto do meu proclama
A
pura essência de um amor que nasceu
E
que deve existir.
Amo-te
mais e a mais.
Amo-te
sempre, como se tu fosses a minha árvore essencial;
E
como se tudo em mim se resumisse em ti.
E
por te amar assim, hei de suprir todo o martírio,
Todo
o declínio
E
toda dor que habitar aqui dentro.
Pois
tu, meu amor, só tu reclama com a minha dor
E
faz com que ela saia, e vá e mesmo que volte
Eu
sei que tu aqui estarás.
Eu
Te Amo.
Agora
bem mais que outrora.
Hoje
Fiquei cogitando...Hoje resolvi me escrever.
Cada passo percorrido, cada palavra proferida me demonstra, nem que seja a mim mesma. E isso faz com que eu seja basicamente quem eu deveria ser. É estranho como não consigo me zerar. Estranho.
Andei pensando também no amor que trago, que me é um inerente afago e permite sem restrições que eu suporte as minhas situações.
Amor tão perene, que quanto mais eu percorro, tanto mais me envolvo.
...Falando deste amor....
Hoje te vi e notei que o teu sorriso estava triste. E como se fosse mágica, eu te imaginei sorrindo, e por eu ter te imaginado assim, te fiz me olhar e te vi rindo. E foi lindo, como é inefável quando vejo o mar. Aí eu penso que de uma maneira ou d'outra o mar me zera. E isso também é estranho.
Hoje quando te vi, que vi teus olhos molhados de uma saudade diferente e uma angústia aparente, eu quis te sugar até sair de ti a tua dor, até extrair do teu pesar..E até excluir o que mais te faz cair. Quis. De verdade.
Hoje o teu abraço me fez amolecer, como se eu estivesse dura e algo me fizesse virar do avesso. O avesso que me causou o teu abraço, porque eu me senti quase como quando eu sinto o mar. E foi quase bom. Quase porque eu quis mais, um pouco mais de ti, um tanto mais do teu abraço e do teu beijo, que serve nas minhas horas mais íntimas e felizes.
Hoje eu até que estou bem. Posso não estar no mar, mas te tenho comigo e talvez esta seja a minha fiel constância e certeza plena.
E vi que, Olhando para ti, percebi que eu ainda estou em mim.
Cada passo percorrido, cada palavra proferida me demonstra, nem que seja a mim mesma. E isso faz com que eu seja basicamente quem eu deveria ser. É estranho como não consigo me zerar. Estranho.
Andei pensando também no amor que trago, que me é um inerente afago e permite sem restrições que eu suporte as minhas situações.
Amor tão perene, que quanto mais eu percorro, tanto mais me envolvo.
...Falando deste amor....
Hoje te vi e notei que o teu sorriso estava triste. E como se fosse mágica, eu te imaginei sorrindo, e por eu ter te imaginado assim, te fiz me olhar e te vi rindo. E foi lindo, como é inefável quando vejo o mar. Aí eu penso que de uma maneira ou d'outra o mar me zera. E isso também é estranho.
Hoje quando te vi, que vi teus olhos molhados de uma saudade diferente e uma angústia aparente, eu quis te sugar até sair de ti a tua dor, até extrair do teu pesar..E até excluir o que mais te faz cair. Quis. De verdade.
Hoje o teu abraço me fez amolecer, como se eu estivesse dura e algo me fizesse virar do avesso. O avesso que me causou o teu abraço, porque eu me senti quase como quando eu sinto o mar. E foi quase bom. Quase porque eu quis mais, um pouco mais de ti, um tanto mais do teu abraço e do teu beijo, que serve nas minhas horas mais íntimas e felizes.
Hoje eu até que estou bem. Posso não estar no mar, mas te tenho comigo e talvez esta seja a minha fiel constância e certeza plena.
E vi que, Olhando para ti, percebi que eu ainda estou em mim.
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