quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Apatia

Um repente me ocorreu..Vontade de discorrer o meu pesar,
E como por instinto, cá estou!


De repente o azul, que  de tão azul iluminou,
Tornou-se tão oco e sólido e só!


De repente o que clareava o meu viver
Quase me está sendo roubado no anoitecer!


De repente o que mais tinha graça
Agora está perdendo a força, à força!


Não que o "de repente" seja um amigo qualquer,
Por que o Amigo não tira, só insere.


Mas de repente as coisas não tem sentido algum,
Mesmo quando tudo está tão cristal,
Mesmo quando me parece estar bem!


De repente o que há de "só", pode até estar em mim,
E eu nem sei por onde começar a procurar
Ou té saiba!


Em suma o que me retrai, percorre no que me contrai
E eu estou quase ficando sem forças,
Sem ter como continuar a estrada..


Repito cá o que meu travesseiro está cansado de ouvir:
Careço de ajuda! 
E o que não sai de mim é também o que não quero externar.


Estranho, difícil e inadequado,
E que só me valeu extrair a apatia serena interna,
por que só por hoje
Conseguirei enfim dormir!

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