E como por instinto, cá estou!
De repente o azul, que de tão azul iluminou,
Tornou-se tão oco e sólido e só!
De repente o que clareava o meu viver
Quase me está sendo roubado no anoitecer!
De repente o que mais tinha graça
Agora está perdendo a força, à força!
Não que o "de repente" seja um amigo qualquer,
Por que o Amigo não tira, só insere.
Mas de repente as coisas não tem sentido algum,Mesmo quando tudo está tão cristal,
Mesmo quando me parece estar bem!
De repente o que há de "só", pode até estar em mim,
E eu nem sei por onde começar a procurar
Ou té saiba!
Em suma o que me retrai, percorre no que me contrai
E eu estou quase ficando sem forças,
Sem ter como continuar a estrada..
Repito cá o que meu travesseiro está cansado de ouvir:
Careço de ajuda!
E o que não sai de mim é também o que não quero externar.
Estranho, difícil e inadequado,
E que só me valeu extrair a apatia serena interna,
por que só por hoje
Conseguirei enfim dormir!
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