terça-feira, 9 de agosto de 2011
Meu cerne
Ofício;
Arte;
Parte.
Parte de um seio interior inerente
Forma de sabedoria pelo outro.
O outro importa, carece ajudar.
A arte é dom,
como todos os dons.
Psicologia!
A arte da vida, a vida dentro da arte.
Fiel ofício,
Permanente,
Tenaz..
Adequado e Perfeito
É mister desbravar para conhecer,
Exatamente como a mente.
Exatamente como a psicologia,
Exatamente como nós.
E é assim desde o brotamento do ser vivente.
E assim será ainda que o ser se ausente.
quarta-feira, 20 de julho de 2011
Ao que me faz ser
Procuro pedaços de pequenas palavras soltas e dilatadas
Para tentar explanar em linhas tortas
O que sinto quando começo a escrever.
Escrevo para curar minha cruel enfermidade
Escrevo, sobretudo para acalantar a auto-tempestade.
Escrevo para variar o meu interior, que se cansa de ser ele mesmo
E descansa em algum leito análogo ao do funesto.
Proferem que é fácil escrever. Calúnia!
Fácil é jogar palavras, deixá-las soltas, avulsas, como se não tivessem dona;
Fácil é rimar céu com véu e ainda acrescentar um mel.
Escrever é alma. Cerne. Íntimo. Espírito. Imo. Interior. Particular. O corpo a vida detém.
Escrever é sentir lá no fundo... Bem no fundinho o que é verdadeiramente sentir,
O que é mister para se saber o que o peito sempre tenta descrever.
Escrevo com o coração, com o brilho dos olhos, que ofuscam cada palavra,
Cada gesto e cada suspiro de um amontoado de prazeres que sinto quando estou aqui.
Escrevo porquanto é a minha condição humana.
Escrevo sem saber o que me pode custar.
Sinto o peso de cada letra, de cada entrelinha e cada sentimento escrito.
Como estou sentindo agora. Minha garganta é testemunha.
Escrever nada mais é do que comprimir a larva contra o casulo;
É retirar do chão a dor que enfeita o peito e suspirar pelo momento preciso e sadio.
E escrevo, sem pedir nada em troca. Além do que eu mesma posso me dar.
Escrevo a fim de estar exatamente revigorada, mesmo que seja jamais.
Inda assim persistirei escrevendo.
terça-feira, 12 de julho de 2011
O que tu és em mim
Tu és motivo para meu amanhecer
Virtude para meu anoitecer
E saudade para todo o resquício de estar em mim.
Tu és a verdadeira saudade em forma de amor,
E eu te Amo com a mais honrosa e calorosa ambição
Desde o dia em que te vi e quando te senti.
Eu Te Amo.
Cada dia é como se me fosse mais admirável e menos perturbante,
E à minha tranqüilidade aparente, eu dedico o meu enaltecer por ti
(que é a essência de tudo o que eu mais puder construir de Amor)
– Sem a dor –
E a única razão para eu ansiar alterar o que eu costumava ser.
A única razão pertinente e conveniente.
Quando estou contigo as sequências acuam, descontinuam
Como carece.
Quando estou contigo a vida cursa,
O temperamento abranda,
Os nervos eriçam,
Os olhos franzem,
E o corpo ferve (como se fosse borbulha)
E como se me desse o amparo vital mister.
Parando agora para pensar um pouco mais em ti...
Voltando ao meu inerente cogito interior,
Volto em ti.
Porquanto posso estar bem.
Residir cá, denota procurar pretextos para continuar
E a minha única razão presente está em ti,
Permitindo meu amanhecer antes escurecido
E tornando a vitalidade menos dolorosa.
Eu te Amo.
Pela sublime experimentação do teu interior,
Por teu brilho visual superficial,
Teu múltiplo cerne instigante
E tua fiel alma penetrante.
Quando estou contigo, amor meu,
Contigo estou.
E não preciso de mais nada.
segunda-feira, 13 de junho de 2011
Pedaço de um Futuro Bom.
Olhando aqui tudo em volta,
Volto-me para o que mais me convém.
Tua presença em tudo me deixa absorta, e
É como se ja soubesses o que faz.
Escrevo-te em tudo, em mim, em ti, em nós...
Na voz.
Na tua voz (música aos meus ouvidos)
Escrevo tua imagem inebriante
Nas paredes do meu coração,
Escrevo também o teu cheiro, que me avisa quando vens me amar.
Mais que qualquer sentimento aparente,
Mais forte que qualquer coração pulsante
E mais intenso que as ondas do mar vibrantes
É isso aqui dentro de mim, me consumindo, me possuindo
E ajudando a minha vida a viver.
É isto que me mantém, isto aqui que eu sinto (e que não sai).
Por ti.
Ontem, agora (neste minuto) e até daqui a pouco
Sei que amar-te-ei.
O hoje é a amanhã de ontem.
(e eu ainda te amo)
Mais do que o mar que há aqui dentro
E que daqui de dentro não sai!
Eu Te Amo.
Volto-me para o que mais me convém.
Tua presença em tudo me deixa absorta, e
É como se ja soubesses o que faz.
Escrevo-te em tudo, em mim, em ti, em nós...
Na voz.
Na tua voz (música aos meus ouvidos)
Escrevo tua imagem inebriante
Nas paredes do meu coração,
Escrevo também o teu cheiro, que me avisa quando vens me amar.
Mais que qualquer sentimento aparente,
Mais forte que qualquer coração pulsante
E mais intenso que as ondas do mar vibrantes
É isso aqui dentro de mim, me consumindo, me possuindo
E ajudando a minha vida a viver.
É isto que me mantém, isto aqui que eu sinto (e que não sai).
Por ti.
Ontem, agora (neste minuto) e até daqui a pouco
Sei que amar-te-ei.
O hoje é a amanhã de ontem.
(e eu ainda te amo)
Mais do que o mar que há aqui dentro
E que daqui de dentro não sai!
Eu Te Amo.
domingo, 29 de maio de 2011
Eu (por mim)
Observando aqui minha face...
Olho-me no espelho e tento me encontrar. Olho lá dentro. lá no fundo.
E nada.
Ainda não consigo me ver.
É como se no fundo eu ainda não existisse. Mas como existir então?
Observo os meus gestos. Gestos insanos, letais, vampirescos.
Meus gestos me distraem. Eu gosto. Dá prazer.
Porém ainda não consigo-me satisfazer. Nem tampouco me controlar.
É como se bem lá no fundo eu pudesse me saciar. Com gestos.
Nada de ação.
Observando os meus medos, vi que ainda temo tanto. E tanto temo quanto enfrento.
Enfrento mesmo! Viver requer coragem, requer miragem, e mira. Alvo certo.
Sabe, observo demais e o meu interior as vezes se cansa. Se cansa porque no fundo dele mesmo,
ele é quem já está cansado. De se sentir sempre a mesma coisa e de achar que sempre está nos mesmos lugares. e as vezes nem é.
O que ocorre é o seguinte:As vezes me sinto como um vaso. Um vaso daqueles de planta, sabe.
Só que sem planta. Um tanto vazio. Um tanto cheio. Um meio termo, um vai e volta.
Que vai, mas volta. Mais ou menos assim. Eu não sei, talvez assuma que isso me incomoda.
Ou talvez diga que é a minha condição vital. Alguma coisa há de ser.
Aqui escrevo. E me descrevo. Sem ter um braço a mais ou uma mão a menos.
Sem mentir. Por que aqui é o meu lugar mais original. Mais real e inerte.
Ontem eu estava mal.
Hoje eu estou bem melhor.
Muito Obrigada!
Olho-me no espelho e tento me encontrar. Olho lá dentro. lá no fundo.
E nada.
Ainda não consigo me ver.
É como se no fundo eu ainda não existisse. Mas como existir então?
Observo os meus gestos. Gestos insanos, letais, vampirescos.
Meus gestos me distraem. Eu gosto. Dá prazer.
Porém ainda não consigo-me satisfazer. Nem tampouco me controlar.
É como se bem lá no fundo eu pudesse me saciar. Com gestos.
Nada de ação.
Observando os meus medos, vi que ainda temo tanto. E tanto temo quanto enfrento.
Enfrento mesmo! Viver requer coragem, requer miragem, e mira. Alvo certo.
Sabe, observo demais e o meu interior as vezes se cansa. Se cansa porque no fundo dele mesmo,
ele é quem já está cansado. De se sentir sempre a mesma coisa e de achar que sempre está nos mesmos lugares. e as vezes nem é.
O que ocorre é o seguinte:As vezes me sinto como um vaso. Um vaso daqueles de planta, sabe.
Só que sem planta. Um tanto vazio. Um tanto cheio. Um meio termo, um vai e volta.
Que vai, mas volta. Mais ou menos assim. Eu não sei, talvez assuma que isso me incomoda.
Ou talvez diga que é a minha condição vital. Alguma coisa há de ser.
Aqui escrevo. E me descrevo. Sem ter um braço a mais ou uma mão a menos.
Sem mentir. Por que aqui é o meu lugar mais original. Mais real e inerte.
Ontem eu estava mal.
Hoje eu estou bem melhor.
Muito Obrigada!
sábado, 21 de maio de 2011
Estou indo...
Estou indo.
Suponho que meu inerente pensamento esteja brando. Lento.
Suponho que eu nada mais faça além de abrir a minha vida a mim mesma.
Suponho muito.
E ainda tanto que seria justo contar as marcas das marcas deixadas no meu self.
Ontem eu estava mal. Como se fosse extrair o que em mim não presta. Nada!
Tudo jogo de sensações ruins que fingem estar-se indo quando na real ainda estão vindo.
Estou indo. Nem mais nem menos. Apenas indo.
Contudo eu sinceramente cogito (hoje) que estou melhor. Também pudera.
Mas assim, ainda me incomodam as pedras nos ombros. Estão saindo, só que as vezes arranham.
E dói. O bom é que passa. Preciso ser mais sistemática (preciso saber mais).
Concordei quando ouvi isso. Palavras íngremes dentro do meu coração.
Palavras consequentes. E sábias, ditas por quem conhece o assunto.
Comecei ontem e tentar evoluir o que há em mim. Parar de ser assim tão fugaz. Chato isso.
O bom é saber que ainda estou indo. "Devagar se vai longe", também acho.
Mas tenho pressa. Ou então: solidão! Não quero ficar sozinha, é ruim.
Embora eu saiba que a minha solidão me acalme. Calma aparente, mas minha.
Suponho sobretudo que eu possa conseguir, talvez seja inútil imaginar o que virá.
Contudo acho que eu não tenho muito mais o que fazer. Chato isso também.
Vou tentar, não-me custa nada e pode-me render muito.
Vou indo.. sempre com Lispector, Pessoa, Drummond, Bandeira, Espanca..
Todos com um pouco de mim e tendo-me neles.
Eu (para mim) sou quase tudo o que eu quero ser. Falta lutar mais para ser algumas coisas
(ao mesmo tempo), porque tempo eu tenho (mas tenho pressa).
A vida passa e eu também passo, passo como se fosse pó.
Então tenho pressa.
Como se tem quando se está indo.
Tenho a dor. E o Amor.
Tenho o mar (mas nem é meu), que me atrai e abstrai os colapsos inertes (inside).
Suponho que eu esteja quase lá.
Tendo tão somente que lutar um pouco mais para controlar o meu infinito particular.
Vou indo, e indo, eu sei que vou!
Suponho que meu inerente pensamento esteja brando. Lento.
Suponho que eu nada mais faça além de abrir a minha vida a mim mesma.
Suponho muito.
E ainda tanto que seria justo contar as marcas das marcas deixadas no meu self.
Ontem eu estava mal. Como se fosse extrair o que em mim não presta. Nada!
Tudo jogo de sensações ruins que fingem estar-se indo quando na real ainda estão vindo.
Estou indo. Nem mais nem menos. Apenas indo.
Contudo eu sinceramente cogito (hoje) que estou melhor. Também pudera.
Mas assim, ainda me incomodam as pedras nos ombros. Estão saindo, só que as vezes arranham.
E dói. O bom é que passa. Preciso ser mais sistemática (preciso saber mais).
Concordei quando ouvi isso. Palavras íngremes dentro do meu coração.
Palavras consequentes. E sábias, ditas por quem conhece o assunto.
Comecei ontem e tentar evoluir o que há em mim. Parar de ser assim tão fugaz. Chato isso.
O bom é saber que ainda estou indo. "Devagar se vai longe", também acho.
Mas tenho pressa. Ou então: solidão! Não quero ficar sozinha, é ruim.
Embora eu saiba que a minha solidão me acalme. Calma aparente, mas minha.
Suponho sobretudo que eu possa conseguir, talvez seja inútil imaginar o que virá.
Contudo acho que eu não tenho muito mais o que fazer. Chato isso também.
Vou tentar, não-me custa nada e pode-me render muito.
Vou indo.. sempre com Lispector, Pessoa, Drummond, Bandeira, Espanca..
Todos com um pouco de mim e tendo-me neles.
Eu (para mim) sou quase tudo o que eu quero ser. Falta lutar mais para ser algumas coisas
(ao mesmo tempo), porque tempo eu tenho (mas tenho pressa).
A vida passa e eu também passo, passo como se fosse pó.
Então tenho pressa.
Como se tem quando se está indo.
Tenho a dor. E o Amor.
Tenho o mar (mas nem é meu), que me atrai e abstrai os colapsos inertes (inside).
Suponho que eu esteja quase lá.
Tendo tão somente que lutar um pouco mais para controlar o meu infinito particular.
Vou indo, e indo, eu sei que vou!
sexta-feira, 29 de abril de 2011
A ti
Crescendo aqui..
Expandindo em ti..
Em mim e em nós.
É o que me tem de mais e demais.
Eu te Amo sempre que estás
E quando há ausência,
Te Amo com total inerência.
É só isso a piori.
E será isso a posteriori.
A vida está mais simples,
Como se a simplicidade existisse.
Tu estás comigo,
E é tudo o que me importa.
Expandindo em ti..
Em mim e em nós.
É o que me tem de mais e demais.
Eu te Amo sempre que estás
E quando há ausência,
Te Amo com total inerência.
É só isso a piori.
E será isso a posteriori.
A vida está mais simples,
Como se a simplicidade existisse.
Tu estás comigo,
E é tudo o que me importa.
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